✒ EVANESCENTE - prólogo.

/ outubro 16, 2019


A cultura asiática tem uma lenda conhecida como o Fio Vermelho do Destino. Os deuses atam um fio vermelho invisível naqueles que estão destinados a encontrarem-se ou a ajudarem-se de uma maneira ou de outra. As duas pessoas são amantes incontestáveis; estão destinados independentemente do lugar, tempo ou circunstâncias. O fio pode esticar ou embaraçar, mas nunca rasga.
Acaba por ser o que é considerado uma alma gémea na parte ocidental. Não romanticamente, mas o tipo de alma gémea que acontece a um nível astral. O destino está escrito e pode-se mudar certas coisas, mas não todas. Há aquelas que são inquebráveis e não há forma alguma que as possa despedaçar – têm de acontecer porque há uma série de acontecimentos dependentes do primeiro, como o efeito borboleta. A única coisa que pode mudar é a maneira como reages a elas – isso depende totalmente de ti.
Eu era diferente em todos os aspetos: física e mentalmente. Todos somos diferentes, na verdade. A nossa identidade é única, assim como a nossa impressão digital. É o que nos distingue dos restantes. Coloca-se aqui a questão: somos assim tão especiais ao sermos diferentes se isso é aquilo que nos torna iguais? Sinto-me uma estranha no meio de seres humanos que parecem saber o que fazer da sua vida.
A minha altura colocava-me numa posição muito desconfortável, já que era maior do que o tamanho médio de uma rapariga; os olhos tingidos com o aborrecido verde-acastanhado; as pestanas que eram claras, dando o efeito de que eram quase inexistentes; as unhas roídas por causa dos esforços sociais aos quais sou exposta; as maçãs do rosto que são demasiado definidas para o tamanho da minha cara; a estrutura óssea que não me deixava ser perfeita; as rugas de expressão que, ao longo dos poucos anos de existência neste planeta, se desenvolveram e decidiram habitar na minha face – isto era uma das poucas coisas que até gostava de ter.
Os pensamentos que insistiam percorrer rápida e furiosamente na minha mente estavam constantemente a lembrar-me a estranheza que estava entranhada no meu ser e parecia permanecer até ao fim. Das poucas vezes que proferia a minha opinião, olhares eram-me lançados por ser tão divergente do comum, deixando-me desconfortável cada vez que olhavam para mim sequer.
Com estas conclusões, era algo óbvio que amigos eram algo de que a minha vida carecia. Apenas uma rapariga poderia ser rotulada de amiga – Stefanie Ryan. A típica adolescente americana com o seu cabelo clareado nas pontas; os seus olhos perfeitamente delineados com um caramelo dourado, quase cor de ouro; o seu corpo parecia ser moldado à imagem de Marilyn Monroe; os seus lábios eram carnudos e na perfeita cor de vermelho rosado; A sua pose, o seu estilo, a sua voz, a sua pele e até as suas unhas dos pés eram perfeitas.
A realidade é que eu não era uma pessoa interessante; nem a mais positiva. Nem a mais confiante em si ou nas suas decisões ou nos seus raciocínios. Estabilidade era algo que nunca foi presente na minha vida.
Os meus sentimentos e emoções eram escondidos ao máximo, tentando diminuir o estrago dentro de mim. Na minha mente, se eu não demonstrasse qualquer tipo de afeto ou confiança, ninguém me podia atingir.
A minha teoria estava a correr perfeitamente bem. Até que ele apareceu.



----------------------------

            Está aqui o prólogo do meu bebé! Para quem já leu Evanescente no Wattpad, sim, mudei o prólogo e mais algumas coisitas. Foram três anos desde que acabei o livro até decidir mandar para as editoras, era óbvio que já não me identificava com certas coisas que foram escritas. Ainda assim, a enredo final continua o mesmo, só precisava de umas melhorias aqui e ali.
             Para quem não entende do que falo: Olá! Sou a Marta e publiquei um livro chamado Evanescente, um drama adolescente com um bocado de romance. É a história de um cliché (adoro pegar em clichés e desconstruí-los). Um rapaz popular chega atrasado a uma aula e senta-se no único lugar disponível: ao lado de uma rapariga que ninguém conhece e ninguém quer saber dela. Acabam por se conhecerem e o resto é história (literalmente).
             O que quis criar com este livro foi uma espécie de experiência social em que vão dar por vocês a criticar certas personagens pelas más escolhas, mas vão acabar por perceber o porquê de elas as fazerem em primeiro lugar. "Tu nunca sabes o que realmente se passa na vida das pessoas. Não sabes o que pensam, não sabes o seu passado, não sabes nada. Tu não sabes o que se alterou na vivência da pessoa para se transformar no que ela é hoje. Algo pode ter desaparecido, alguma coisa pode ter acontecido. Todos somos instáveis, tudo é passageiro, tudo pode disspar-se a qualquer momento. E quando tu achas que sabes algo, tu só sabes apenas o que vês ou ouves, não a realidade." Foi isto que escrevi na contra-capa do livro e acho que resume o enredo sem dar detalhes específicos.
             São 406 páginas escritas com amor, suor, lágrimas e muitas noites de inspiração. É o meu primeiro retrato como escritora e não mudava nada nele. Antes de o comprarem, considerem uma coisa primeiro, por favor: mantenham a vossa mente aberta. Tudo o que escrevi foi propositado, desde a escrita meio que infantil no início, até aos detalhes que parecem não bater certo ou meio hipócritas. Este é o primeiro livro de uma história de dois livros. A sequela vem em breve. Mantenham-se atentos.

ONDE COMPRAR?
- Falando comigo se quiserem cópia assinada.
- Wook.
- Bertrand (online e física).
- Cordel D'Prata (site da editora que permite enviar para o estrangeiro).
- Livraria Bracara (BRAGA)
- 100ª Página - Livraria (BRAGA)

ONDE PODEM DAR A VOSSA OPINIÃO? 
- Nas minhas redes sociais.
- Em todos os sítios que mencionei acima.
- No GoodReads, que seria onde agradecia imenso se o fizessem.

O Até já que escrevo em quase todo o lado tem um significado especial que é revelado no livro, por isso que quando assino os livros o escrevo também.
Então,
Até já,




A cultura asiática tem uma lenda conhecida como o Fio Vermelho do Destino. Os deuses atam um fio vermelho invisível naqueles que estão destinados a encontrarem-se ou a ajudarem-se de uma maneira ou de outra. As duas pessoas são amantes incontestáveis; estão destinados independentemente do lugar, tempo ou circunstâncias. O fio pode esticar ou embaraçar, mas nunca rasga.
Acaba por ser o que é considerado uma alma gémea na parte ocidental. Não romanticamente, mas o tipo de alma gémea que acontece a um nível astral. O destino está escrito e pode-se mudar certas coisas, mas não todas. Há aquelas que são inquebráveis e não há forma alguma que as possa despedaçar – têm de acontecer porque há uma série de acontecimentos dependentes do primeiro, como o efeito borboleta. A única coisa que pode mudar é a maneira como reages a elas – isso depende totalmente de ti.
Eu era diferente em todos os aspetos: física e mentalmente. Todos somos diferentes, na verdade. A nossa identidade é única, assim como a nossa impressão digital. É o que nos distingue dos restantes. Coloca-se aqui a questão: somos assim tão especiais ao sermos diferentes se isso é aquilo que nos torna iguais? Sinto-me uma estranha no meio de seres humanos que parecem saber o que fazer da sua vida.
A minha altura colocava-me numa posição muito desconfortável, já que era maior do que o tamanho médio de uma rapariga; os olhos tingidos com o aborrecido verde-acastanhado; as pestanas que eram claras, dando o efeito de que eram quase inexistentes; as unhas roídas por causa dos esforços sociais aos quais sou exposta; as maçãs do rosto que são demasiado definidas para o tamanho da minha cara; a estrutura óssea que não me deixava ser perfeita; as rugas de expressão que, ao longo dos poucos anos de existência neste planeta, se desenvolveram e decidiram habitar na minha face – isto era uma das poucas coisas que até gostava de ter.
Os pensamentos que insistiam percorrer rápida e furiosamente na minha mente estavam constantemente a lembrar-me a estranheza que estava entranhada no meu ser e parecia permanecer até ao fim. Das poucas vezes que proferia a minha opinião, olhares eram-me lançados por ser tão divergente do comum, deixando-me desconfortável cada vez que olhavam para mim sequer.
Com estas conclusões, era algo óbvio que amigos eram algo de que a minha vida carecia. Apenas uma rapariga poderia ser rotulada de amiga – Stefanie Ryan. A típica adolescente americana com o seu cabelo clareado nas pontas; os seus olhos perfeitamente delineados com um caramelo dourado, quase cor de ouro; o seu corpo parecia ser moldado à imagem de Marilyn Monroe; os seus lábios eram carnudos e na perfeita cor de vermelho rosado; A sua pose, o seu estilo, a sua voz, a sua pele e até as suas unhas dos pés eram perfeitas.
A realidade é que eu não era uma pessoa interessante; nem a mais positiva. Nem a mais confiante em si ou nas suas decisões ou nos seus raciocínios. Estabilidade era algo que nunca foi presente na minha vida.
Os meus sentimentos e emoções eram escondidos ao máximo, tentando diminuir o estrago dentro de mim. Na minha mente, se eu não demonstrasse qualquer tipo de afeto ou confiança, ninguém me podia atingir.
A minha teoria estava a correr perfeitamente bem. Até que ele apareceu.



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            Está aqui o prólogo do meu bebé! Para quem já leu Evanescente no Wattpad, sim, mudei o prólogo e mais algumas coisitas. Foram três anos desde que acabei o livro até decidir mandar para as editoras, era óbvio que já não me identificava com certas coisas que foram escritas. Ainda assim, a enredo final continua o mesmo, só precisava de umas melhorias aqui e ali.
             Para quem não entende do que falo: Olá! Sou a Marta e publiquei um livro chamado Evanescente, um drama adolescente com um bocado de romance. É a história de um cliché (adoro pegar em clichés e desconstruí-los). Um rapaz popular chega atrasado a uma aula e senta-se no único lugar disponível: ao lado de uma rapariga que ninguém conhece e ninguém quer saber dela. Acabam por se conhecerem e o resto é história (literalmente).
             O que quis criar com este livro foi uma espécie de experiência social em que vão dar por vocês a criticar certas personagens pelas más escolhas, mas vão acabar por perceber o porquê de elas as fazerem em primeiro lugar. "Tu nunca sabes o que realmente se passa na vida das pessoas. Não sabes o que pensam, não sabes o seu passado, não sabes nada. Tu não sabes o que se alterou na vivência da pessoa para se transformar no que ela é hoje. Algo pode ter desaparecido, alguma coisa pode ter acontecido. Todos somos instáveis, tudo é passageiro, tudo pode disspar-se a qualquer momento. E quando tu achas que sabes algo, tu só sabes apenas o que vês ou ouves, não a realidade." Foi isto que escrevi na contra-capa do livro e acho que resume o enredo sem dar detalhes específicos.
             São 406 páginas escritas com amor, suor, lágrimas e muitas noites de inspiração. É o meu primeiro retrato como escritora e não mudava nada nele. Antes de o comprarem, considerem uma coisa primeiro, por favor: mantenham a vossa mente aberta. Tudo o que escrevi foi propositado, desde a escrita meio que infantil no início, até aos detalhes que parecem não bater certo ou meio hipócritas. Este é o primeiro livro de uma história de dois livros. A sequela vem em breve. Mantenham-se atentos.

ONDE COMPRAR?
- Falando comigo se quiserem cópia assinada.
- Wook.
- Bertrand (online e física).
- Cordel D'Prata (site da editora que permite enviar para o estrangeiro).
- Livraria Bracara (BRAGA)
- 100ª Página - Livraria (BRAGA)

ONDE PODEM DAR A VOSSA OPINIÃO? 
- Nas minhas redes sociais.
- Em todos os sítios que mencionei acima.
- No GoodReads, que seria onde agradecia imenso se o fizessem.

O Até já que escrevo em quase todo o lado tem um significado especial que é revelado no livro, por isso que quando assino os livros o escrevo também.
Então,
Até já,


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                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.
              Ainda ontem falava com o meu namorado do quanto gostava de ser X pessoa, pessoa essa que já está adiantada no seu caminho e que trabalha todos os dias para chegar lá. Não é perfeita, óbvio que não, mas nem eu sou. Tem as mesmas horas no dia que eu, a não ser que more noutro planeta, o que não acho que seja o caso. Acabei por refletir e dizer-lhe, logo a seguir, que não importava o avanço dela, eu teria de me focar no meu projeto e no meu sucesso. Ele apoiou-me e disse-me "o teu projeto é que importa". E isto é um grande problema que tenho:
eu não consigo parar de me comparar. 
             É um ato tão inconsciente na minha mente já. O meu lado racional entra logo em ação a perguntar-me qual é o meu propósito ao estar a permitir que me igualar a uma pessoa que já está adiantada na sua rotina e no trabalho? É normal estar à minha frente: começou primeiro e tem conhecimentos que eu ainda não tenho; sabe o que funciona e o que não funciona; tem recursos que eu não tenho. Ou até mesmo se fulana entrou ontem para a comunidade e conseguiu atingir mais do que eu num ano? É frustrante, é irritante, chega até a ser triste e desmotivador. No entanto, vou ficar sentada a remoer sobre isso ou vou usar essa energia para continuar a melhorar o que é meu? O que importa é a minha jornada e o que faço para a enaltecer. Cada um tem o seu ritmo, a sua maneira de pensar, a sua forma de se comunicar.
                Outra coisa que me custa é falar de temas que já estão a ser debatidos. Ultimamente tenho tido esse medo de não querer falar de um determinado tema porque já há gente, que eu sigo, que o faz e não quero que pensem que estou a copiar ou algo parecido. Sinto uma pressão enorme de ser original mesmo quando a própria pessoa não o seja. Até falei com uma rapariga que sigo e gosto de a seguir e ela disse-me algo que eu já sabia, mas que soube bem ouvir "há espaço para todos".
Acho que muita gente não tenta seguir os seus sonhos porque são parecidos com os sonhos de alguém e acham que já há gente que faça primeiro e melhor. Sendo assim, os novos cantores já não deviam tentar sequer. Quero dizer, os The Beatles chegaram primeiro que os One Direction, porque raio eles acharam que conseguiam fazer sucesso quando uma banda famosa já existia? O importante não é se somos os primeiros ou os últimos, o importante é se quando chegamos, se fazemos algo de especial e diferente. Quero dizer, quem é que a J. K. Rowling pensa que é quando já havia Shakespeare? A audácia!
Não!
Haverá sempre inúmeras pessoas na área que tu queres e sonhas exercer. Faz o teu melhor para entrar nela e te destacares, ou, caso não querias destaque, faz o teu melhor para simplesmente entrar nela. Não precisas de mais, não precisas de menos, só o que achares suficiente para seres feliz.

Até já,

✿ o rumo, o verdadeiro.

by on outubro 10, 2019
                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.               Ainda ontem falava com o meu namorado do quan...
1. CADA UM TEM O SEU RITMO. Somos quase 8 mil milhões de pessoas num planeta só e estamos há espera, de alguma forma, que toda gente siga o mesmo rumo. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, morrer. É impossível e errado querer algo assim. Não somos robôs para seguirmos todos de forma automática e irracional e cada vez estamos a esquecer mais disso.
As comparações constantes com o vizinho do lado ou aquela menina da Internet que tem mais do que tu estão a criar inseguranças que provocam a estagnação ou a desistência de sonhos e objetivos. Eu fiquei muito triste por não ter entrado no mestrado que queria no ano passado e agora estou feliz por não ter entrado porque consegui fazer coisas diferentes e que me ajudaram a crescer. Ainda assim, senti-me muito mal por não ter entrado porque era o ritmo natural da vida, mas não queria dizer que fosse o ritmo natural para mim.

2. ACREDITA E VAI ACONTECER. Eu sei que isto é bastante estranho para alguns, mas é algo que eu acredito profundamente - a lei da atração. Essa lei consiste em basicamente conseguir tudo o que se quer com o poder da mente. Ainda pouco sei sobre isto, só vi o filme apenas (que recomendo imenso!). Não quero entrar em muitos detalhes para já, porque não sei muito sobre o assunto, mas acredito que se visualizar algo na minha cabeça, se imaginar como é ter já essa coisa, ela acaba por acontecer - seja algo bom ou mau. E isso aconteceu com muita coisa este último ano, tanto para o bom, como para o mau.

3. NÃO ÉS SUFICIENTE PORQUE NÃO QUEREM. Sempre ouvi dizer que só não se é suficiente para alguém que não sabe o que quer e todos os anos relembro-me disso constantemente. Ora, vou dar um exemplo: eu gostava de um rapaz e era capaz de fazer tudo por ele e ele dizia gostar de mim, mas nunca namoramos porque eu acabava por não ser suficiente para ele. Passado uns anos comecei a gostar do meu namorado e ele começou a gostar de mim da mesma maneira e nunca senti a necessidade de mostrar-me ser a melhor e foi uma incrível bênção que o Universo me deu porque soube realmente o que é ser amada e o que é amar. 

4. O TEMPO É ESSENCIAL. E com isto quero dizer duas coisas: o tempo cura tudo e o tempo é escasso. 2019 tem sido um turbilhão de emoções, acreditem. Muita dor à mistura, mas muito amor também. A dor acaba por passar, mesmo que não pareça no momento. E o amor faz com que os momentos bons sejam criados e passem tão depressa que uma pessoa nem consegue acompanhar.

5. HÁ COISAS QUE NÃO IMPORTAM ASSIM TANTO. Eu tenho muito esta mania de me importar com tudo e todos, até ao mais ínfimo detalhe. Chega a ser um incomodo na minha vida porque ralo-me com coisas mesmo pequenas que não têm significado qualquer, mas com as quais devoto a minha atenção na mesma. Estou a ler um livro, You Are A Badass da Jen Sincero, que fala sobre libertar-me da preocupação de coisas que não consigo controlar. Já o A Arte Subtil de Dizer Que Se F*da explicava que não dá para controlar o que acontece, mas dá para controlar como reagimos ao que acontece e esses dois ensinamentos ficaram muito marcados em mim.

6. SE NÃO TE REALIZA, MUDA. Estava num trabalho que já não me acrescentava nada, muito honestamente. Decidi trocar e acabei por fazer o mesmo que fazia na empresa anterior, mas um pouco melhor. Ainda assim, não é ali que quero estar para sempre e não me vejo a subir naquela empresa, não dão oportunidades para tal. Tudo o que conseguia retirar de lá, já o fiz. Então, vou despedir-me. É uma decisão difícil porque, apesar de viver com os meus pais, tenho as minhas contas também. No entanto, não posso continuar num sítio onde tenho de estar oito horas do meu dia, cinco dias por semana, a fazer algo que já não me realiza ou me motiva. A minha mãe está sempre a comentar que posso mudar para pior, mas como é que saberei se não o tentar fazer?

7. VÃO RECLAMAR SÓ PORQUE SIM. Onde trabalho atualmente chega a ser saturante pela quantidade de reclamações que recebo constantemente - muitas delas sem qualquer fundamento.  As redes sociais estão constantemente cheias de hashtags de cancelamento a artistas que erram ou quando dizem algo sem pensar muito,  ou até quando vão a um país fazer um concerto num festival e não gostam da artista que vem. Não há por onde fugir - vão reclamar sempre só porque sim e não há como mudar porque as pessoas ganharam a mania de um intitulamento de que a verdade delas é que importa e é a legítima.

8. NÃO É DIFÍCIL, SÓ PRECISAS DE COMEÇAR. Ora, eu tirei uma grande pausa do blog porque queria construir uma plataforma melhor, com um layout melhor; queria fazê-lo de raiz, só que não sabia como e não começava a fazê-lo porque ia demorar muito e achava que era difícil. A verdade é que sim, era difícil e acabei por não fazê-lo do início, mas consegui arranjar uma forma de encontrar algo perto daquilo que queria e aqui está o novo layout! Outro exemplo: quero aprender francês para poder ir morar com o meu namorado para Bordéus e trabalhar lá. Ora, francês é muito complicado para a minha cabeça lógica - há junção de letras que não correspondem aos sons que estou habituada e há letras que não se lêem de todo e que raio, quem quer isso? No entanto, estou a tentar aprender com o Duolingo e através do Pinterest e, já das duas semanas de férias que fui lá conseguia perceber cada vez mais o que diziam porque comecei a empenhar-me em aprender. Uma ação levou ao início que levou à concretização de algo que eu achava difícil - só precisei de começar! Além disso, quanto mais cedo começar, mais cedo chego onde quero e melhor começar hoje do que daqui a um mês pensar que poderia ter começado há um mês atrás.

9. UMA PAUSA NÃO É MÁ IDEIA. Ora, uma coisa que eu sinto sempre que passo uma folga sem fazer nada é uma culpa imensa de que podia ser produtiva e não o estou a ser. Acho que hoje em dia tem havia uma grande normalização do cansaço e da produtividade excessiva, que passa a ser o contrário do que produtividade devia ser. Achamos que quando estamos ocupados é quando estamos a ser felizes e parar é morrer porque deixamos de trabalhar para os nossos objetivos. Não é bem assim e descobri quando passei semanas ou meses, sem ter vontade de criar conteúdo. O cansaço psicológico era tanto que não me apetecia aproximar-me do computador para escrever, nem de um caderno para rabiscar, nem de um livro para ler. A minha vontade era de acabar com tudo porque não tinha descanso e sentia-me abafada com tanta coisa ao mesmo tempo. É necessário uma pausa quando tiver de ser e quando o corpo pede.

10. FAZ POR TI. Acho que grande parte do sucesso de muitas coisas que fiz foi porque fí-las por mim, para mim. Com o blog sinto a tendência de querer fazer publicações que sei que as pessoas vão gostar e, não estou de todo a dizer que não devo fazer isso também, mas acabei por esquecer-me do que realmente gosto de partilhar. Esta recente pausa fez-me perceber que rumo quero que o blog tenha e esperem novidades em breve! Seja qualquer coisa que eu faça, desde ir ao ginásio, desde aprender coisas novas, desde escrever, desde a maneira como me visto, tento sempre fazer aquilo que que gosto e quero, invés de ligar aos comentários dos outros.

Espero que tenham gostado da publicação nova! Comentem que lemas vocês levam convosco para o caixão até!
Até já,

              A razão que não tenho publicado: perdi a confiança em mim.
          Já tinha falado anteriormente sobre a minha pausa da escrita, eu sei. Ainda assim, apesar do que lá escrevi, acho que muitas das vezes, não é a falta de motivação ou de inspiração que falta nos artistas, mas sim o facto de lhes faltar a autoconfiança que tanto precisam neste mundo artístico. O medo de ser rejeitado é tanto que nos faz não criar nada porque pode haver a possibilidade de decepção nas expectativas que nós criamos.
            Após ter publicado o último capítulo de Evanescente eu só dizia "não sei mais o que escrever, não sai nada de jeito". Passei cerca de 1 ano ou 2 anos a dizer isso: não conseguia escrever, tudo o que escrevia saía mal, as palavras não ficavam bem juntas. Sei lá, inventava mil e uma desculpas sem nunca procurar o cerne da questão. Por exemplo, esta minha pausa de quase 7 meses em que ia escrevendo uma coisa aqui, outra ali: a razão não era porque não tinha ideias, gente o que não me faltava era ideias! A sério, tenho cerca de 30 rascunhos aqui no blog, mais uns talões que os clientes não queriam preenchidos com coisas aleatórias que me ia lembrando. Aliás, eu ia escrevendo, só não publicava e o verdadeiro motivo por isso é que o meu perfecionismo chegava ao ponto de me dizer "olha, X fez melhor que tu, que vais acrescentar ao que ele fez?" ou "sabes... Y conseguia melhor que isso, vê lá se melhoras nessas tuas expressões, não te sabes explicar por nada desta vida!".
             Há uma pressão exorbitante e um tanto paranóica de sermos os primeiros em tudo e de fazer tudo o mais completo e perfeito possível, sem erros e sem testes. A perfeição criou uma ambição tremenda na mente das pessoas que ao falhar uma vez já faz com que percam de vista a razão pela qual queriam tentar. E eu deixei-me levar por essa onda porque era o mais fácil para mim, invés de estar a combater a força natural de desistir. A minha insegurança impediu-me de continuar a fazer o que gosto e me dá vontade, o que fez com que eu perdesse a motivação para todos os outros aspetos da minha vida.
              Eu não tenho doutoramento em escrita, tampouco sou um génio que não comete erros. Tal como não sou perfeita a tirar fotografias, a pintar, a desenhar, a criar sites, a maquilhar. Posso ficar melhor e aprender mais sobre todas essas coisas, mas nunca serei perfeita e não há qualquer problema nisso. Qual seria a piada de saber tudo sobre todos os assuntos?
         Há demasiada preocupação em criar coisas perfeitas do que realmente partir para ação e simplesmente começar a criar. É por isso que eu procrastino muito, não é porque não tenho motivação ou ideias, é mesmo porque quero fazer algo perfeito e não quero estragar a visão que tenho e porque agora tudo que se diz é tido como errado por alguém. Enfim.
            Se é para retirar alguma coisa deste post é: faz, mesmo que não esteja perfeito. Mais vale fazer algo e depois ajustar, do que estar sempre à espera do "momento certo" que pode nunca vir acontecer. Queres escrever um livro? Queres começar uma empresa? Queres ser tatuador(a)? Queres viajar o mundo? Queres criar um website? Começa agora. Cria um plano para conseguires chegar ao teu objetivo, mas não passes a vida a planear, em algum ponto tens de começar agir.
              Adeus menina de planos, olá mulher de ação. Espero que estejas pronta para esta nova viagem. O Ano do Sim é agora. 

O meu rosto está molhado de todas as lágrimas que não param de cair. 
Qual é a sensação de estares aí em cima, nesse pedestal que criei para ti? Diz-me. Achas que consegues viver sem mim? Não te esqueças de quem te fez chegar onde estás. Fui eu, meu amor. Estás tão alto e olhas cá para baixo, só vês formiguinhas a andarem de um lado para o outro. Tem cuidado que a queda é demasiado grande, tão grande quanto a tua ignorância. Fui capaz de queimar -me para te aquecer, de esquecer-me para que pudesses lembrar-te de quem eras. Ingénua, eu sei. Eu não sabia melhor do que querer proteger-te de todo o mal. Tornei-me um escudo humano para uma rosa com espinhos: eras tão bonito, mas magoavas-me cada vez que me tocavas. Os teus demónios tornaram-se os meus, brincando com aqueles que já habitavam comigo. A tua opinião contava mais do que a minha, tudo o que eu dizia tu criticavas, esta relação era unilateral no que tocava ao apoio, as minhas iniciativas eram fracas e os meus projetos eram falhados. 
Vá, conta-me: como te sentes ao saber que fui eu que te pus aí em cima?
O teu orgulho é espada com duas pontas afiadas: magoa-me a mim, e a ti. Custa-te admitir que não conseguiste sozinho? Estou adorar saber que te sentes inseguro sem mim. Lembra-te de todas as vezes que me fizeste sentir da mesma maneira só porque querias ter controlo sobre mim. Lembra-te o quão irrelevante és sem mim, amor. Quem mais se importa contigo da maneira que eu me importo? Manipulavas-me da maneira que mais bem te entendia; criavas histórias em que eras o herói; embelezavas as minhas feridas, dizias tu, querendo apenas torná-las mais evidentes. Já percebi o teu jogo: perdeste. 
Uma relação de amigos com benéficos, exceto a parte de que eras meu amigo e que não tinha benefícios nenhuns. E desculpa se te tenho tratado no masculino, mas achei adequado, já que és o oposto de mim. Depressão, amiga, companheira, trai-me lá com a ansiedade, vocês merecem-se. Já eu, eu ganhei, mas acima de tudo, ganhei-me de volta de ti. São lágrimas que caem, mas são lágrimas de orgulho.
            Recentemente a Ana Arantes, uma youtuber que sigo fielmente por causa da sua genuinidade, criatividade e constante inspiração que me dá, fez um vídeo a falar sobre "Gente que faz coisas legais". Resumidamente, o vídeo transmite projetos que os seus amigos e familiares têm criado e dos quais ela se orgulha de os partilhar. Achei essa ideia incrível e muito boa.
Inconscientemente, eu já queria ter feito algo do género por causa do post que já tinha criado sobre as pessoas que me inspiram, só não tinha concretizado bem o que fazer. É claro que as coisas com vídeos e gráficos ficam extremamente mais interessantes e cativantes para o público; ainda assim, espero que chegam à raiz deste post que é partilhar projetos giros que assisto e que acho incrível as pessoas o fazerem.
            Além disso, honestamente, isto é uma forma de mostrar pessoas por quem estou feliz por estarem a trabalhar nos seus trabalhinhos à parte da Universidade ou do trabalho pessoal que já têm. Inspira-me ver estas pessoas a continuarem com os seus hobbies porque querem fazer algo de concreto com eles e não custa nada partilhar o que eles fazem e promover a sua arte. Deixa-me extremamente feliz por poder fazê-lo e deixa-me ainda mais feliz esta gente estar a fazer coisas que gostam.

1. @hekaterine_ AKA Catarina Dias
Uma amiga muito especial para mim criou uma conta no instagram para partilhar os seus gráficos e desenhos. Ela tem um estilo muito pessoal o que é algo que adoro imenso na sua arte, especialmente porque são fofinhos, mas mauzões ao mesmo tempo? Não sei explicar bem. Além disso, ela aceita sugestões e comissões! É só falar com ela por mensagem e faz um desenho incrível a vosso gosto!
Ela está a tentar criar uma história/mini-conto com algumas personagens que criou e seria muito giro ter feedback!

2. DIVULSE AKA Bruno Silva
Um amigo meu do secundário decidiu criar uma loja de acessórios femininos e masculino. Já começou há 2 anos e é incrível a proporção que tenho visto a ideia dele ganhar. Além dos acessórios serem lindos, ele está a crescer imenso e precisa, agora, de pessoas que estejam dispostos a revender os produtos. Alguns são feitos à mão, outros não, mas são todos lindos de morrer.

3. @anamontalverne AKA Scorpio do Wattpad
A Scorpio (porque não a quero tratar pelo nome dela, visto que usa um pseudonimo por alguma razão) tem um talento natural para a escrita, minha gente. Acreditem em mim quando digo que a imaginação dela vos faz explodir com o cérebro. Ela criou, recentemente, um instagram para divulgar excertos do que escreve, apesar de ela ter uma conta no Wattpad (saudades destes tempos) onde podem encontrar a escrita dela com mais detalhe e histórias incríveis.

Caso decidam visitar as pessoas, não se esqueçam de dizer que vêem daqui e não se esqueçam de mostrar o vosso apoio, também, ao seguir a motivação desta gente!
Espero que tenham gostado! Como sempre, deixem a vossa opinião nos comentários e podem deixar também ideias para novos posts. Podem seguir-me no twitter e no instagram e carregar no "seguir" ali do lado para receberem notificação de quando publico. Partilha o post se gostaste e não te esqueças de me identificar se o fizeres!
Obrigada por continuarem até aqui,
Até já, Rainers!
               Queria continuar neste tema de amor próprio e de cuidar de nós mesmos com um dia de spa que costumo fazer para me sentir melhor. Era suposto fazer este post de maneira muito diferente, mas não consegui tirar as fotografias da maneira que queria e, para não perder a oportunidade de publicar, fiz de outra forma. Além de que o que me importa é poder partilhar convosco algumas dicas e sugestões de como podem passar um dia, tarde ou noite convosco e como podem mostrar amor ao vosso corpo.
               Comecei a tarde a dar uma caminhada com o meu cão e, honestamente, soube-me pela vida! Eu já me tinha esquecido do quão bom é praticar exercício e ter aquele momento só para mim, com a natureza e com os meus pensamentos. O sol quentinho a bater-me na cara e a aquecer-me a alma (e a fazer-me suar) deixou-me logo bem disposta apesar de não o estar totalmente.
Cheguei a casa e fui tomar banho e tratar do meu corpo, da minha face e do meu cabelo que bem estavam a precisar. Apesar de estar a dizer que é um dia de tratar de mim, eu faço isto quase sempre que lavo o cabelo porque sabe demasiado bem só para fazer uma vez por semana, ou uma vez por mês. Tenho tentado cuidar o melhor de mim possível, também porque sentir-me bem por fora faz-me sentir bem por dentro também.
               O meu shampoo mudou e tem sido uma bênção para o meu cabelo. Como sabem, ele é oleoso na raíz e seco nas pontas, o que torna difícil lidar com ele. Porém, este shampoo permite lavar o cabelo a um nível ótimo e não tem silicones, o que é bastante bom. O facto de ter um cheirinho bom também ajuda a gostar dele, como é óbvio.
               Para o corpo comecei por esfoliar a pele para retirar as partes mortas, usando este esfoliante corporal da Primark que comprei há pouco menos de uma semana. O cheiro não é dos meus favoritos, mas funciona mesmo, mesmo bem! Deixa-me imediatamente a pele suave!
               Voltando ao cabelo, tenho usado uma máscara que comprei no Poupero de Famalicão (mas também há em Barcelos, pelo que me disseram) e é igualmente boa! Deixa-me o cabelo cheiroso e hidratado, tal como promete. É composto por óleos de Aragão que já não é novidade que são dos meus cheiros favoritos.
               Para limpar a cara uso aquela luva branca da Primark, também, que me tem ajudado a reduzir o número de toalhitas que uso. Sinto mesmo que não preciso de me certificar que a maquilhagem saiu toda porque a luva limpa bem, com apenas água. No entanto, uso um desmaquilhante da Cien para ajudar, apesar de não gostar muito dele. A outra luva veio num kit de banho/massagens que me deram no natal e ao primeiro até a ignorei porque não sabia para que funcionava, mas agora tenho adorado. Ajuda a dar um extra esfoliamento à pele e sabe bem.
               O meu condicionador é da Tresemmé e não tenho nada a dizer além de que é muito bom, pelo menos para o meu cabelo. Realmente hidrata e deixa-o suave, o que é um extra porque já uso a máscara para cabelo.
               O esfoliante de cara ainda é o mesmo porque estou a tentar acabar com ele para poder comprar um amigo dos animais e do ambiente, se for possível. Apesar de tudo, o da Garnier faz o que promete e é bom, isso não se pode negar.
               Após o banho, começa a hidratação da pele com o mesmo produto de rosto que já referi antes: Aqua Cien. Não tenho razões para trocar, como é óbvio. É refrescante e hidrata, deixando-me a cara super suave.
               O creme corporal é da Avon da linha de restaurar a pele e cheira a côco! Ao primeiro não gostava do cheiro, mas agora até adoro, sinceramente. É extremamente hidratante, sem dúvida, mesmo que o use de dois em dois dias a pele continua hidratada e cheirosa.
               Acabo isto com o uso de Vaselina nos lábios e o meu sérum de cabelo, igualmente mencionado anteriormente na minha lista de favoritos de beleza.
O resto do dia ideal seria poder ler, escrever e estar com o meu namorado em paz e sossego, mas isso só é possível às vezes então, pronto.
               A moral deste post é que deve-se tratar do exterior com amor e carinho, assim como tratar dessa maneira o interior. Só temos um corpo e uma mente por vida, temos de os aproveitar e tratar deles da melhor forma possível.
               Amem-se, <3.

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Obrigada por continuarem até aqui,
Até já, Rainers!

Querida Marta de 2024,

Espero que estejas bem. Espero genuinamente que estejas mais feliz ou que te sintas mais realizada, pelo menos. Passaram-se 5 anos, muita coisa mudou, tenho a certeza. 
Se estás a ler isto é porque ainda guardaste este pedaço de papel para te lembrares o que a miúda de 21 anos tinha para te dizer.
Espero que tu e eu sejamos pessoas diferentes mas que tenhas mantido a tua essência. Mal posso esperar para ver naquilo que te tornaste, na melhor versão de nós, espero. Lembra-te de que a única comparação verdadeira que podes fazer é contigo mesma e lembra-te de seres gentil contigo, tu mereces ser a tua melhor amiga.
Espero que estejas a seguir a tua paixão como carreira e que tenhas, finalmente, ingressado nos mil e um projetos que tinhas em mente. De que adianta eles só existirem dentro da tua cabeça se eles nasceram para saltar cá para fora?
Espero que mantenhas as amizades que te fizeram crescer e ser melhor e que continues com a pessoa maravilhosa que encontraste para te complementar. Não os deixes ir embora, deixa ir quem não te faz falta apenas. 
Espero que aqueles que não estiveram lá para ti tenham estado lá para outras pessoas, pelo menos, e que os perdoes por te terem falhado mesmo quando prometeram estar sempre presentes.
Espero que, consequentemente, consigas perdoar--te por teres confiado cegamente em quem não devias e que não sejas tão dura contigo mesma por causa dos erros dos outros. É a vida e, apesar da pessoa não ser indicada para a tua vida, não quer dizer que a culpa é tua. Há pessoas que só aparecem para nos fazer dizer "amo-te" a nós mesmos já que nos custa tanto dizê-lo. Perdoa-os também, de verdade mesmo! Quem não esteve presente, quem te magoou, quem te fez duvidar de ti mesma, quem te respondeu mal, quem te desejou mal. A culpa não é tua, eles ainda estavam a nadar no mar do auto-conhecimento e não entendiam o poder das suas ações. Compreende e perdoa, por ti e pela tua sanidade. 
Espero que deixes os teus medos para trás miúda porque caramba, sair da tua zona de conforto é a melhor coisa que podes fazer. Aventura-te e desafia-te porque apenas acontecem coisas boas. Caso não aconteçam, contam como experiências e sabedoria obtida.
Espero que tenhas concluído todos os objetivos da tua lista de desejos, espero que, pelo menos, tenhas tentado. Eu sei que dizes que é impossível ou que não vais conseguir, ou tens receio de falhar, mas olha bem o que conquistaste aos 21 anos, imagina o que conseguirás aos 26. Tens o mundo nas tuas mãos, molda-o como queres. Se houver nem 1% de possibilidade de conseguires, então fá-lo.
Pára de viver na tua bolhinha de perfeição e de autocrítica, sabes perfeitamente que quando a tua mente é livre funcionas melhor e senteste ainda melhor. 
Espero que comeces a tratar melhor de ti, física e mentalmente, pelo que tu mereces coisas boas e mereces tirar um tempo para ti sem te sentires culpada. Desculpa por não tratar bem de ti como devia: eu sei que são 21 anos de negligencia, ainda assim, acho que vamos a tempo de mudar isso. Que tal um dia especial para nós? Um bom banho com direito a esfoliante e hidratante, um bom livro com um chá a acompanhar. Algo que te faça parar para respirares e olhares por ti.
Espero que aos 26, ao menos, pares de ligar à opinião dos outros e comeces a dar mais importância à tua. Ouve-te, ouve a tua intuição. Ninguém vive melhor a tua vida do que tu. Ama-te. Por favor, aprende a amar-te, cada pedaço de imperfeição, cada atalho à tua vulnerabilidade, cada retrato de quem tu és. Deixa-te amar a ti mesma sem medos e deixa que te amem.
Vê se recolhes novos conselhos para me dares enquanto chego até ti para tentar cometer erros mais inteligentes. Aperfeiçoa-te da maneira mais imperfeita que existe. Fica bem.
Com amor,
A Marta de 2019.


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☂ de mim, para mim.

by on fevereiro 08, 2019
Querida Marta de 2024, Espero que estejas bem. Espero genuinamente que estejas mais feliz ou que te sintas mais realizada, pelo menos...

É, eu estou viva. 

Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa pela qual parei de escrever.
Estava a ir tudo bem, eu tinha posts planeados, tenho alguns prontos a publicar, inclusive, mas sinto que não estão bons o suficiente para os colocar ao mundo da Internet e, sinto, honestamente, que ninguém os lê. Eu comecei esta coisa de blogs em Outubro de 2010 (tive uma participação num blog sobre Twilight por volta de 2008, 2009), ou seja, vai fazer nove anos que estou por dentro deste lugarzinho acolhedor.
Não tenho quaisquer posts desse tempo, mas tenho a memória presente de que eu chegava a publicar cerca de 5 vezes ao dia só com frases ou pensamentos aleatórios porque o blog era o meu diário virtual. Eu tinha uma liberdade de expressão que agora temo porque não quero criar impressões erradas de mim quando não me consigo expressar corretamente ou porque tenho medo de me abrir porque tem gente do meu dia-a-dia que lê um post entre outro e comenta na vida real sobre ele e eu fico embaraçada, morro de vergonha. E acho que é mesmo incrível como antes eu não tinha tanta apreensão quando se tocava a partilhar os meus sentimentos com estranhos da web e era tão fácil para mim escrever apenas uma linha e publicá-la só por que sim.
Desde que troquei aqui para o Blogger eu tentei trazer essa versão antiga de mim para o presente e tentei criar algum tipo de vulnerabilidade que não me fizesse sentir exposta a todo o tempo e consegui um bocado, mas não foi o suficiente, não da maneira como eu esperava. Sinto que estou a criar conteúdo para que seja visualizado, invés de criar conteúdo que eu goste. Muitas vezes sentia-me pressionada a fazer posts que eram 80% daquilo que eu queria, mas porque sabia que ia ter visualizações. O pior é que eram visualizações vazias - sem qualquer feedback, seja negativo ou positivo. Eu chegava a publicar duas vezes por semana com conteúdo meio meh porque queria atenção, honestamente - e isto soa tão mal por dizê-lo, mas é a verdade.
Recentemente percebi que aquilo que eu gostava de fazer encontra-se aqui e na minha escrita, ser Criadora de Conteúdo e partilhar as minhas experiências e motivar e inspirar e criar uma comunidade pequenina, mas boa com um ambiente de bondade e honestidade. Falhei. Falhei porque não consigo revelar-me sem sentir que estou a mostrar demasiado, ou sem sentir que alguém da minha vida vai ficar chateado comigo por falar neles ou por falar em experiência más que me aconteceram e eles estiveram presentes nelas sem os ofender.
Não consigo ser falar sem que me sinta culpada por estar a escrever uma tese sobre um assunto que me apaixona ou sem achar que estou a ser básica com a minha escrita e devia ser melhor porque tenho uma licenciatura ou achar que o que escrevo é irrelevante porque já há e houve outras pessoas a escreverem o mesmo e melhor ou o facto de não estar na hospedagem certa e não ter um layout que goste afetou tanto que me deixou impressionada com a quantidade de coisas pequeninas que me fizeram parar. Esta constante comparação desmotivou-me tanto ao ponto de cada postagem nova que eu abria, escrevia e editava não ficava como eu queria, ou seja, tenho cerca de 49 artigos em rascunho neste momento, espero não fazer deste o meu artigo número 50.
Eu tenho mil e um projetos que pensei e estou a organizar, e para mim seria muito bom realizá-los, mas, novamente, a comparação impede-me de uma maneira incrível. E isto aconteceu a nível profissional, com os meus hobbies e até na minha pessoal e nas aprendizagens que tinha em continuação. Deixei que os meus receios tomassem conta da minha vida porque tenho medo de falhar e não ser boa naquilo que quero fazer - esqueci-me que a única comparação que devo fazer, é comparar-me com o "eu" de ontem. Deixei-me levar por ideias sobre pessoas que já fazem as coisas há mais tempo do que eu.
Acho que Janeiro serviu e está a servir para uma introspeção intensiva e para perceber o que quero e como quero fazer as coisas. Honestamente, este mês está a ser todo um processo de organização e auto-conhecimento, uma mistura de harmonia e leveza que não tinha há já algum tempo na minha vida e estou grata a mim mesma por me deixar despir de preocupações que não consigo mudar ou controlar. Serviu para entender que a única coisa que posso controlar é a maneira como reajo às situações e que só posso mudar a mim mesma. E tem sido maravilhoso saber que há este outro mundo em que eu consigo ser consciente e compreensiva comigo mesma - quem diria, não é verdade?
Enfim. Espero que consiga finalmente superar-me e que continue a ser um bocado de quem eu era, sinto saudades disso. E obrigada à leitora que veio falar comigo no instagram a perguntar-me porque não andava a publicar no blog! Isso fez-me mesmo feliz, juro. Se estiveres a ler isto, muito obrigada novamente!

Não sei muito bem como me despedir disto e o que dizer a seguir, então, até já!

☂ a minha pausa.

by on janeiro 23, 2019
É, eu estou viva.  Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa p...
              Vamos pensar no seguinte: estás a tentar fazer um trabalho sobre o ADN do pombo do Sul de França e querias meter uma imagem no trabalho para dar um ar menos pesado a todo o texto e para dar um exemplo visual, também. O que significa se o artigo 13 acabar por ser aplicado totalmente? Não vais poder porque não vai haver imagens. 
              O que são exatamente estes artigos? O artigo 11: qualquer partilha pelos agregadores de notícias de uma notícia tem de pagar ao autor da notícia para o fazer. O artigo 13: aplicar filtros de upload nas plataformas para avaliarem o conteúdo antes de ser lançado, supostamente para proteger os direitos de autor. Claramente, as plataformas não têm possibilidades de controlar TODO o conteúdo que é colocado online sendo que iriam proibir todo e qualquer vídeo, imagem ou audio que tenha algo que seja sujeito a direitos de autor, independentemente do contexto. Isto parece decente, certo? Como é obvio, ninguém se oporia a uma lei que protege os teus direitos como criador de algo. Exceto, neste caso, da maneira como o artigo está escrito neste momento.
              Tirar uma fotografia com os amigos e aparecer um logótipo de uma empresa - a empresa pode processar o site onde colocaste a foto. Aquele jovem que canta maravilhosamente as músicas de outros artistas vai deixar de o poder fazer. Não será mais possível continuar a publicitar, positiva ou negativamente, marcas porque elas podem processar. Usar uma foto para dar um exemplo de algo - vai deixar de existir essa possibilidade. Publicar uma foto de um filme, série, outra coisa qualquer, numa rede social será proibido ou nem sequer possível, caso os CEO's das plataformas decidam retirarem-se da Europa.
             A base toda da internet é como se fosse um jarro de ideias que vais metendo coisas novas dentro, estão a ver? O conteúdo produzido tem sempre base num outro conteúdo visto, inspirando-se noutro conteúdo, ou seja, há sempre algo a mais por cima da criação original. Obviamente, depende sempre até que ponto se inspiram noutras pessoas - caso seja a 100%, isso é plágio. Tendo como exemplo o  Harlem Shake, é plágio ou é um desafio divertido e criativo? Porque o que este artigo vai fazer é vários conteúdos como o Harlem Shake serem bloqueados. 
                Estou constantemente e ver as pessoas a falarem que os youtubers vão ficar sem emprego e que estão aflitos por causa da lei - como é óbvio e normalíssimo. Como acham que os jornalistas e as televisões estariam se não pudessem mais transmitir a sua informação? Acham que ficavam felizes?  Aliás, não se trata só de youtubers - todas as redes sociais e Internet irá sofrer. Somos capazes de sofrer mais nós - consumidores de conteúdo - do que eles. 
               O Google, o Facebook, o Twitter, o Pinterest, o Tumblr e muitas outras plataformas online vão deixar de existir porque não vão querer levar com processos constantes de empresas que irão querer os seus "direitos de autor" reconhecidos. O pior de tudo é que não são os direitos de autor que estão a proteger porque muitas das plataformas já estão a proteger o conteúdo dos outros, o Youtube inclusive que é o que vai ser mais afetado. Ele tem o Content ID que faz com que todo e qualquer produto que seja utilizado num vídeo alheio seja enviado as receitas provenientes para o autor do produto. Vídeos, podcasts, imagens, notícias, tudo será censurado independentemente das situações. Aliás, eles já afirmaram que se os artigos começarem a ser aplicados que eles vão desligar os sites/aplicações na Europa. 
                Se o próprio criador do World Wide Web, ou seja, o criador da INTERNET, é contra o artigo 13 e afirma que vai contra tudo aquilo que esta invenção defende, vocês sabem que algo está muito errado. O pior de tudo é que as leis só afetam o digital, porquê? Parece tudo claro quando se vê que os media tradicionais se esforçam todos os dias para tentar chamar atenção dos jovens porque sabem que o seu conteúdo deixou de ter sucesso como antigamente - tanto que eles próprios já passaram para o digital. 
             O que me revolta ainda mais é o facto de que são sempre os adultos que não têm noção daquilo que estão a fazer que tomam decisões pelos mais novos, como se soubessem o que é melhor. Os jovens é que estão a ser afetados pelas ações que os "adultos" tomam sem sequer tomarem em consideração a nossa opinião. Vejam a demografia dos senhores deputados e vejam se sabem para que serve a internet. Sem ela não havia Justin Bieber, Felipe Neto, Inês Rocinha, Wuant, A Pipoca Mais Doce, A Maria Vaidosa, Rupi Kuir, Lilly Syngh. Todos os criadores de conteúdo que agora vocês gostam e se revêm neles não existiriam. Conseguem imaginar isso? A Internet possibilitou o ascender de novas estrelas e de outro tipo de empreendedores, algo que não se via antes ou que nem se imaginava ser possível.
               A lei já foi aprovada, os países vão agora reunirem-se internamente para resolverem como irão aplicar os artigos. Dizem que a lei ainda vai sofrer alterações até janeiro de 2019 e que o Parlamento Europeu ouviu as preocupações das pessoas, será que sim? Expliquem-me porque é que fazem uma lei sem consultar os próprios criadores de conteúdo para chegarem a um consenso benéfico para todos? Quando criam leis médicas chamam médicos e, neste caso, não chamaram youtubers e pessoas que trabalham com as redes sociais porquê? O trabalho deles nunca foi reconhecido porque não o consideram um trabalho fidedigno. Acho completamente estúpido quando se sabe perfeitamente que os empregos estão a evoluir, da mesma maneira que a tecnologia está, e não é considerado um trabalho como outro qualquer. Isto não é uma especulação, é a realidade: a partir do momento em que vejo comentários como "Os youtubers vão finalmente saber o que é ter um trabalho porque vão ter de ir lavar escadas." isso é apenas ridículo, além de estar a igualar lavar escadas a algo mau quando, novamente, é um trabalho como outro qualquer. 
              Jornais e sites de notícias da televisão estão a usar o vídeo do Wuant para o denegrir e dizerem que ele está a exagerar e a usar o vídeo dele e tweets dele: estou à espera que dêem o dinheiro que estão a receber do vosso "artigo" a ele já que estão a usar conteúdo dele. E não esqueçamos quando um canal da televisão portuguesa fez uma reportagem sobre YOUTUBERS e a difamar o trabalho deles - chegaram a dar as receitas que obtiveram a eles como o Youtube faz ou nem por isso?
               Acho que nada mais tenho acrescentar, a não ser para pedir aos deputados da União Europeia que pensem um bocado no bem que a Internet como a conhecemos agora trouxe. Falem com pessoas que realmente percebem do problema e que trabalham na área diariamente, comuniquem quais serão as consequências positivas ou negativas que os artigos vão ter, respondam às perguntas que são colocadas e ajudem-nos a compreender o vosso ponto de vista e peço, do fundo do coração, que compreendam o nosso ponto de vista também.
                Deixo-vos aqui um vídeo da Bumba na Fofinha que, honestamente, foi um dos melhores que vi sobre este assunto e que faz questões muito pertinentes sobre o assunto.
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Até já, Rainers!


                A quarta semana foi quase a semana que correu pior em todo o desafio. Só escrevi durante 2 dias durante a semana inteira: quinta feira (22): 1171 palavras; domingo (25): 605 palavras. Dá um total de 1.776 palavras (basicamente o que deveria escrever num só dia).
               Já a quinta e última semana correu ainda pior que a semana anterior: 1254 palavras no total, dividido entre terça (27) com 1004 palavras e domingo (30) com 250 palavras. 
               Concluindo e resumindo: correu melhor do que aquilo que esperava, sinceramente. Foram 11 mil palavras num mês, o que para mim equivale a 3 capítulos quase completos, muito mais do que escrevi durante o ano inteiro. Eu participei mais para ganhar a rotina de escrever e tentar perceber o que era o melhor para mim, não para ganhar o próprio desafio porque, além disso, nem sequer tenho a história toda planeada. Só tenho peças do puzzle grande que a história toda é e ajudou-me a, em momentos que não sabia como continuar, a puxar pela minha imaginação e detalhar melhor todos os pormenores.
                Claro que, se ganhasse, era bom, não vou mentir. A questão foi mesmo tentar provar a mim que mesmo não conseguindo chegar a um objetivo, que não desistia e que continuava a tentar mesmo estando LONGE de chegar à meta final. Consegui finalizar o mês com um bom número de palavras escritas, na minha opinião. Se conseguisse escrever tudo isso durante o ano inteiro, conseguia acabar o livro rapidamente.
Até para o ano, Nanowrimo! 

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Somos seres de hábitos e de melhorias. Por muito pessimistas que alguns de nós sejam, eles querem melhorar e serem a melhor versão deles mesmos. Corre tudo mal, mas continuas a tentar - isso é o necessário para realmente conseguires chegar onde queres. 
Somos criaturas de comparações: ela é mais bonita que eu e ele conseguiu chegar primeiro onde eu queria e nem o mereceu. É impossível não comparar, nós queremos ser melhor, melhor que o vizinho e aquele ex-namorado que te fez mal, ou a bruxa da tua prima que tem a mania da superioridade.
Vamos então ser melhores, sim, mas melhores que o nosso eu de ontem, não com fulano ou fulana. A única comparação que deves fazer é apenas contigo mesm@. Olha para ti, lembra-te do que eras há seis meses, há um ano, há cinco anos atrás. O que mudou para pior? O que mudou para melhor? Inevitavelmente, algo mudou e pode mudar de novo porque a única constante da vida é a mudança.
De que adianta pensares que A conseguiu se não estás a fazer nada para tu conseguires? Valoriza-te. Aprende a dar-te valor e a tratar-te como se fosses o(a) teu(tua) melhor amigo(a). Tens objetivos? Boa, faz uma lista do que pretendes concluir e traça um plano de ação para chegar lá. Começa por algum lado. Faz uma pequena mudança na tua rotina. Não adianta ficares a lamentar-te quando podes fazer algo para ti, por ti.
Estás a sentir os teus pensamentos negativos aparecerem e aquela vozinha a dizer-te que não vais conseguir ou que o sobrinho da mulher do primo do teu tio conseguiu chegar lá rápido e é bem melhor do que tu. E daí? Qual é o problema? Só por haver alguém já no topo quer dizer que não possas estar também? Tu podes chegar lá, sim senhora.
Deixa a voz falar, não a ignores. Aliás, dá-lhe total atenção. Reconhece-a e dá-lhe o seu devido valor. Tudo bem, agora segue em frente. Essa voz é só a preparação daqueles que te querem bem, mas não melhores do que eles e tens de aprender a lidar com ela. As pessoas vão dizer-te que estás a seguir por caminhos incertos, que vai demorar, que devias ter outro plano, que devias ser mais como o Francisco. Deixa-as falar, a vida é tua, não do Francisco (a não ser que te chames Francisco).
O que tens a perder se seguires algo que gostas? Seguiste porque o teu coração te comandou - isso ninguém pode criticar. Além do mais, tens imenso tempo para mudar se não correr bem. A vida é cheia de tentativas erros até chegar à tentativa acertada e, ainda assim, pode ser a acertada, mas não para aquele momento da tua vida. Continua, persiste. O tempo que perdes é o teu, não é de mais ninguém. Tu vais conseguir. Eu acredito.

Espero que tenham gostado do post! Na verdade, eu estava a escrever isto para mim, para me lembrar destas mesmas palavras quando pensei que não sou a única a estar nesta situação ou a precisar de uma motivação para continuar. Acredita, porque eu acredito. O post é muito aleatório, eu tenho noção disso, mas foi mesmo escrito para mim.
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Eu acho que correu melhor do que as semanas anteriores pelo simples facto que finalmente atingi os quatro dígitos num dia. Ainda não foi a meta que era suposto, mas já é melhor! O meu total deveria ter sido 11.669 palavras, ou seja, chegar às 30.000 palavras escritas no domingo. Será que cheguei? (A resposta é bastante óbvia, mas pronto.)
Segunda feira (12): Não sei porquê, não consigo escrever às segundas. Okay, até sei porquê. É quando faço os posts para o blog e acabo por escrever tanto que fico sem vontade de usar palavras o resto do dia todo.
Terça (13): Oficialmente, o melhor dia que tive do Nanowrimo com 1,159 palavras escritas. Surpreendi-me a mim mesma porque mal comecei a escrever, não quis parar. E nunca quero parar, mas começa a cansar a cabeça e as palavras parecem sair todas iguais passado algum tempo. Quem me dera conseguir transformar diretamente as imagens que vejo acontecer da história em palavras perfeitas, mas ainda não há esse método.
Quarta (14): 991 palavras. Foi muito próximo de terça-feira e estou orgulhosa de mim, sinceramente.
Quinta (15), Sexta (16), Sábado (17): Nadita. Eu sei que foram demasiados dias a não escrever, mas eu precisava que uma pausa de tudo que envolve-se a minha criatividade, sinceramente. 
Domingo (18): 1,085 palavras. As ideias estão a começar a surgir naturalmente por causa de determinar uma certa hora a este atual ritual sagrado. Estou a gostar deste desafio.
O meu total foi de 3.235 palavras. Muito longe do objetivo, mas é algo!

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Até já, Rainers <3

Segunda-feira (5): Okay, então, a semana não começou bem. Fiquei a saber que um dos anúncios de emprego ao qual respondi e me responderam é falso. Eu realmente estava a achar que ia ter hipóteses e então percebi que era bom demais. Ao menos descobri antes de ir à entrevista. O meu medo de enviar os meus dados aumentou e enfim. Já estou cansada de enviar e não me chamarem, ou ser chamada e ser rejeitada. Porra.
Decidi colocar as poucas polaroids que tenho no espelho porque achei fofinho porque como ainda são pequeninas, achei que ficava fofinho ali para me dar um bocadinho de amor cada vez que as visse. A minha gata ganhou a mania de ir para debaixo do meu edredom e estou adorei provocá-la lá. 
Terça-feira (6): Então, a verdade é que fui a uma entrevista e até que correu bem, mas ao mesmo tempo não o quero dizer porque tenho medo que dê azar? Ugh, eu não sei gente. Está a ser difícil isto de ter emprego e de saber o que fazer, sinceramente. É um processo demasiado chato e doloroso para mim. Sinto que estou a falhar na vida, enfim. (A primeira foto é deste dia.)
Depois da entrevista fui a uma suposta sessão de informação sobre uma formação para o mercado de trabalho e eu a pensar que ia ser uma formação boa... Era de inglês. A pior parte é que eu já sou formada em inglês e tenho o nível superior ao que a escola me oferecia. Ainda assim, nem tudo foi mau. A menina que me explicou o que estávamos lá a fazer foi mesmo prestável e simpática comigo, disse-me dois sites bons para procurar trabalho e ainda me elogiou, dizendo que eu parecia tímida mas que dava para ver que eu tinha força interior, que era focada e sabia o que queria. Foi mesmo fofa.
Acabei por me deitar tarde porque estava a falar com uma amiga minha e não queria dormir, há dias que não tenho vontade nenhuma para isso. Essa minha amiga também me elogiou, a dizer que a incentivava a fazer um blog e inspirava para fazer algo. Sei lá, mas esse é um dos melhores elogios que posso ter e estava mesmo a precisar de o ouvir. Então chateei a minha gata e pedi-lhe um beijinho à esquimó. Ela é fofinha, eu sei. (Por favor, não notem na minha voz de bebé. Enfim.)
Quarta-feira (7): Estive praticamente a arrumar o meu pequeno escritório no sótão. Estava mesmo a precisar, novamente, de ter um espaço dedicado ao meu trabalho, à escrita para me dar inspiração e lembrar-me daquilo que quero. Para quem não sabe, por cima da minha secretária tenho um espaço com fotografias e imagens para me motivarem a continuar a fazer o que faço, mesmo que não tenha vontade nenhuma, uma espécie de mural dos sonhos que quero concretizar. As luzias dão logo um aspeto mais mágico então acaba por ajudar. 
Quinta-feira (8): Publiquei um capítulo de Adjacente, para quem quiser ler é só carregarem aqui! Continuei a organizar um pouco mais da bagunça visto que eu arrumava durante 5 minutos e sentava-me por 10 minutos.
Não sei porquê mas decidi ir ao OLX procurar roupa usada por curiosidade e apareceu-me tantos vestidos de noiva que não consegui evitar rir-me. As descrições eram algo como "Só usado uma vez" ou "Razão da venda: não pretendo usar mais." Por entre esses anúncios encontrei um que falava de prisão de ventre e outro de uma lingerie... se é que se pode chamar isso porque era literalmente uma fitinha a tapar os mamilos e outra no rabiosque. Teve mesmo piada ao ver os anúncios, não sei porquê. 
Por entre a confusão, encontrei os papéis que estavam amarrados aos balões que a minha afilhada me deu quando me fez o pedido de apadrinhamento. Sinceramente, estava mesmo a precisar de os ler de novo e até pus o meu favorito no meu mural para ler sempre que for preciso. 
Sexta-feira (9): Chegou a hora de arrumar o meu quarto que estava um desastre. Demorei tanto tempo porque estava a preferir irritar a gata. Tentei tirar-lhe uma foto com a Instax mas ficou tão péssimo que deu vontade de rir. 
Lá acabei por arrumar tudo e arrumei também a casa toda. À noite estive a comer as minhas bolachas favoritas e a ver vídeos no youtube. 
Sábado (10): Eu vou fazer melhorias em janeiro/fevereiro, estou a pensar em fazer a três cadeiras para melhorar a média a ver se consigo entrar no mestrado para o ano. A questão é que eu já nem sei estudar e deixa-me zangada (comigo mesma) ter de fazer melhoria a literatura porque eu sou mesmo má nisso. Eu sei tudo, consigo mesmo explicar as histórias que dámos, o problema é que também tenho de explicar a história e eu nunca faço isso e oculto certos detalhes porque na minha cabeça a professora já os sabe então porquê estar a repetir não é? Nessa cadeira específica, a avaliação era feita através de um essay e de um teste. Ora, eu tive 15 no essay e a professora até escreveu nele que era mesmo original e criativo. Cheguei ao teste e só tive 8. Fiquei tão desiludida comigo, sinceramente. Enfim. Vamos ver se este ano vai ser diferente. Vou tentar, pelo menos. 
Domingo (11): Oficialmente não me ligaram da entrevista a que fui. Deixou-me triste durante o dia todo, não vou mentir. É que está mesmo a ser difícil isto porque sinto que estou a falhar tanto aos meus pais, à minha geração, a mim. Só tenho de levantar a cabeça e continuar. Eventualmente, tudo vai fazer sentido, não é mesmo? Tenho de pensar positivo, mesmo que não dê às vezes.
TEMPO DE PIZZA. O jantar foi pizza e ficaram boas e bem recheadas. Ou é, ou não é. 
E a vossa semana, correu bem? Espero que tenham gostado do post.
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Até já, Rainers <3