De novo IV

Será coincidência ou destino? Não achas anormal tudo o que acontece entre nós? Era suposto seguirmos caminhos afastados e, no entanto, aqui estamos nós. O tempo afasta-nos e junta-nos. De novo. E de novo. E de novo. E o sentimento volta a cada encontro entre as nossas almas. E sempre que vais dói. Só algo forte pode doer assim tanto. Oh! Quão bom é poder tocar no teu ser. Saber-te vibra-me o pensamento, o espírito! Intrigas-me, confundes-me. Deixa-me tornar-te eterno com a poesia escrita da minha mente. Sê a inspiração que me falta. Dita-me novos sentimentos, novos adjetivos, novas experiências. Ou dita os inventados. Não importa, apenas salienta o que sentes. Não te voltes afastar, aproxima-te ainda mais e eu mostro-te como ficar.  Quero perder-me em ti como se me perdesse por entre as minhas fantasias. De novo. E de novo. E de novo. Nada melhor do que me perder em algo gratificante, não achas? Somos o preto e o branco em pessoa, somos arte não acabada. Vamos terminar a tela incompleta um do outro. Pronuncia os nossos nomes. De novo. E de novo. E de novo. Deixa-os ecoar na tua mente. Não soam bem juntos? Cria o nosso futuro, fá-lo romper a utopia que criei para, em seu lugar, criar a nossa realidade. Irrita-me da maneira que só tu consegues irritar para te poder matar com a doce tortura que percorre os meus pensamentos. As sinapses são tão rápidas quando estou contigo que chego a perder o foco em tudo, menos em ti. Eu procurava-te mas, iludida da vida, via-te mas não te via. E agora encontrei-te, finalmente.

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