✿ não sou a geração y ou z.



A Geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da internet, millennials.A Geração Z, comumente abreviado para Gen Z, também conhecida como iGeneration, Plurais ou Centennials. As geração dos narcistas, dos intitulados de algo. Tudo isto são palavras da Wikipédia. Tudo isto são definições dadas pelos demais, como se fossem nomeados por alguém para dar rótulos a pessoas que nem conhecem. Quem sou eu? Tecnicamente estou algures no meio dessas gerações e, na realidade, não sou nada do que elas caracterizam. Eu defendo a minha geração, as pessoas que nasceram antes e depois de mim porque todas nós temos o direito de auto determinar o nosso futuro sem etiquetas mal feitas. 
Estou aqui para dizer que não ligo a quaisquer legendas que tenham sobre os mais novos. A partir do momento que destroem o planeta que as gerações futuras irão herdar - não têm o direito de opinar sobre nós. A partir do momento em que separam as pessoas por serem de raça, religião, oritenção sexual, género - não têm direito de opinar sobre nós. A partir do momento em que usam o estado para roubar e deixam as próximas gerações sem fundos de segurança porque há cortes na educação, na saúde, aumentam preços de bens essenciais - não têm o direito de opinar. A partir do momento em que julgam os jovens por irem em frente com os seus talentos e ideias de modo a esmagar os seus sonhos - não têm direito a opinar sobre nós. A partir do momento que criaram um sistema de educação estandardizado onde criam máquinas de memória, repetição e oração - não têm o direito de opinar. A partir do momento em que continuam com a ideia de que é melhor seguir uma carreira que dá dinheiro invés de seguir uma carreira que nos permita seguir a nossa paixão - não têm o direito de opinar. A partir do momento em que criticam a geração que muitos de vocês estão a criar - não têm o direito de opinar. 
Estou saturada de me dizerem que a minha geração é um lixo, não tem futuro no mundo do trabalho porque não há dinheiro ou lugar para nós mas, ao mesmo tempo, dizem-nos que não queremos trabalhar; que somos irresponsáveis mas quem elege partidos antiquados  e ideias absolutamente extremistas são a maioria dos adultos; devemos obedecer aos adultos porque nós não temos opinião e não sabemos o que é a vida; que não sabemos divertir porque usamos o sexo como libertação e usamos a nossas palavras como poder de liberdade invés de armas; somos todos menores mas acaba o secundário e já somos grandes o suficiente para decidir o nosso futuro inteiro quando há meses atrás ainda tínhamos de levantar a mão para ir à casa de banho; que a tecnologia está a fazer um estrago total e, no entanto, muitos jovens estão a fazer dinheiro e são um sucesso através dela; que somos rudes por exigirmos o mesmo respeito e tratamento perante os outros.
Talvez alguns de nós sejam preguiçosos, mal-educados, egoístas e com uma alma má - mas isso existe em todas as gerações, porquê generalizar as outras?
Não sou um só mais um número na segurança social, não sou mais uma média que entra em estatísticas sobre escolas, não sou mais um alvo do mundo do marketing, não sou mais uma pessoa que serve para encher os bolsos dos poderosos, não sou mais uma pessoa a juntar à lista do desemprego porque nesta geração vejo mais do que nunca a luta pelos sonhos e objetivos que têm, vejo universitários a aceitar trabalhos que não têm nada a ver com o seu curso porque não se acham superiores por ter um canudo, vejo jovens adultos interessados pela humanidade e pelo futuro das próximas gerações, vejo seres humanos que estão a inspirar e a criar uma onda de solidariedade enorme através de um vídeo que viram na internet.
Vá lá, senhores adultos: será que o real motivo de criticarem a minha geração não é por sentirem inveja? 

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