Incertezas

O incerto faz-me cair nas minhas próprias profundezas do vazio. Algo falta. Alguma coisa de muito importante desapareceu e pareço não me lembrar do quê. Eu perdi-me, talvez seja isso. A minha essência mistificou-se. Será que alguma vez a tive? Será que alguma vez soube quem era para poder agora dizer que me perdi? As palavras saem por entre os meus lábios mas não descrevem o que sinto. Como descrever o indescritível? Como definir algo supostamente abstrato? O que é suposto se fazer quando não se sabe como fazê-lo? O que é suposto dizer quando não se sabe como dizê-lo? O que acontece quando se diz as palavras certas no tempo e pessoa errada? O que acontece quando se diz as palavras erradas no tempo e pessoa certa? Será que tem repercussões? O que está acontecer? O tempo parece ter estagnado mas, simultaneamente, passa apressado como se tivesse pressa para fazer algo. Até o tempo sabe o que fazer e eu não. Ilusões e desilusões, sentimentos pensados e sentidos, incertezas e carências, ausências e silêncios. O desconhecido assombra-me, deixando-me desnorteada. Porquê?

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