21 - 28 Outubro 2017.
 
          No sábado acabei milk and honey - MELHOR LIVRO DE SEMPRE. Foi uma prenda de anos (e um livro que queria ler há imenso tempo) e foi, sem dúvida, uma das motivações e inspirações para continuar a escrever e editar o meu livro. Talvez faça uma review do livro (se bem que sou péssima a dar opiniões sobre algo, por muito que goste). Foi um misto de emoções a ler este livro porque o livro em si são muitas emoções juntas. 
       No domingo tive de trabalhar de tarde e recebi a notícia de que fui aumentada. Nem me importei de ter passado a tarde a limpar pó, basicamente. 

  
          Segunda, descobri que eu estava no futuro já que era dia 21 mas o relógio de um dos edifícios da minha universidade afirmava ser dia 9 de outubro. Não é só o Doctor Who que vai para o futuro. Tive positiva a alemão. Eu não sei como os testes me correm até ter a nota e saber que consegui o primeiro teste de alemão foi um bom momento para mim. 
          Terça percebi que o meu cão é um sapo. Ele deita-se para receber um ossinho, mas desta vez amuou por algum motivo e ficou assim. Talvez tenha deixado o passe em casa e tivesse de voltar para trás para o buscar (ups).
          Quarta feira foi basicamente correr para o autocarro de manhã (como todas as restantes manhãs) e chorar em alemão.
          Apresento-vos a demonstração das quintas-feiras: nada. A professora olha para o teto e o meu tempo de atenção é muito limitado. Esta jovem ruiva é o tipo de pessoa que me acompanha nas minhas faltas de atenção (também é um bocado tone, mas isso aguenta-se). Ela tem sido a minha rocha, honestamente. Não sei como conseguia sem ela.
Foi a aula que soube quem andava a ver porn, que descobri como meter o texto e os bonequinhos dos instastories a mexerem-se juntamente com a imagem e percebi que sou devia aplicar-me a estar atenta. 


          Sexta feira: greve. Não sei porque é que as greves têm de calhar sempre à sexta, mas como não sabia se tinha autocarro de ida e de volta, fiquei em casa. Soube-me pela vida ter este diazinho para mim. PELA VIDA. Apesar de me ter sentido mal por ter faltado a linguistica inglesa quando finalmente tinha preparado o estudo para a aula.
Admito que, por alguma razão, senti-me um pouco sozinha. Acho que ir à universidade é das poucas maneiras de sentir que o meu dia está completo, não sei explicar. Tenho andado sem vontade de estudar, falar com pessoas, socializar fora do meu grupo de amigos e, ainda assim, custa. Dá uma perguiça de ter qualquer interação humana além da ruiva e do pessoal da minha turma. Ando um pouco desconectada de tudo e não há motivação nenhuma para, realmente, esforçar-me a fazer algo minimamente produtivo para mim e para a minha alma.
Já à noite, The Good Doctor fez-me chorar, como sempre. É uma série que tem chamado imenso a minha atenção por terem juntado dois transtornos no mesmo personagem, a forma como os esteriotipos são subjugados e interpretados. Apenas maravilhoso.


          Tenho reservado os sábados para coisas calmas, relaxantes, criativas. De manhã estive a atualizar-me numa novela que me tem chamado atenção: A Herdeira. Não sou muito de novelas porque certas reações das personagens são demasiado falsas e exageradas para eu ter paciência para ver isso. No entanto, esta novela é uma das poucas que eu gosto. Tem falado de assuntos como xenofobia, racismo, o poder dos ricos, a maneira como se é manipulado pelos quarteis de drogas (ou outra coisa qualquer). As personagens tem as suas diferentes camadas de personalidade, não sendo personagens planas (só boas ou só más). Numa história interessa-me como a representação de alguém é feita porque há muito a mania de criar uma ideia apenas numa só personagem e isso não acontece na vida real. 
           De tarde tentei adiantar algum estudo, nomeadamente acabar de ler uma peça de teatro alemão: Emilia Galotti. Não sei se foram as novelas mexicanas que se inspiraram no teatro alemão ou vice-versa, mas são bastante estranhos. Fiz uma pergunta de sim ou não sobre o teatro ao meu professor e ele respondeu-me com spoilers. Chorei? Chorei. O importante é que respondeu ao email.
Fiz panquecas de chocolate - souberam-me pela vida.
              A noite deixei para me atualizar em Supergirl, uma das minhas séries favoritas. A Kara é tão fofinha que me faz querer abraça-la e protegê-la do mundo.

Espero que tenhas tido um boa semana, 
rainofwords.

Estava a ver a youtuber Lavendaire quando me deparei com um vídeo diferente. A criadora falava de cinco vidas imaginárias, como se fossem cinco universos paralelos que ela gostava que existissem. Decidi, então, imaginar a minha própria vida além de ser uma estudante de línguas e literaturas. O que seria eu se não fosse eu?

1. Médica (Legista)
Não me perguntem porquê mas as ciências sempre me fascinaram. Eu era bastante má na escola, mas adorava ver documentários e pesquisar um pouco mais sobre certos assuntos. Devo admitir que no verão estava com o meu namorado no carro a ir para casa e dei por mim a procurar as leis de Newton - fiquei a perceber melhor do que quando as aprendi em aulas. Além disso, sempre tive uma tendência natural e inconsciente de querer ajudar as pessoas. Ser médica permitia-me fazer exatamente isso de uma maneira imediata. Ser médica legista deixa-me dar a paz de quem partiu para poder dizer exatamente como partiram. Talvez possa culpar Ghost Whisperer e Body of Proof. 

2. Psicóloga Criminal/Psiquiatra
Isto vem por causa do meu interesse constante da mente humana. Não me chamem maluquinha mas a mente de um psicopata, de um doente mental é tão interessante! Perceber o porquê de serem diferentes, o porquê de serem como são. Tive uma cadeira chamada Personalidade e Crime e só aguçou o meu interesse por estas carreiras.

3. Cientista de Linguagem Corporal
Isto ainda se enquadra, mais ou menos, na vida anterior: a minha curiosidade pelo ser humano não acaba. Aquela famosa série Lie to Me inspirou-me para querer saber mais dos porquês de alguém mentir, de como mentem. Não só: a maneira como reagem a certos estímulos, como conseguem manipular as pessoas. É um outro mundo, na minha opinião.

4. Astrónomo
Quem não quer viver para falar sobre as estrelas, os planetas, a vida além do nosso planeta? Acho tão fascinante o pensamento de não estarmos sozinhos neste mundo. Além de que os planetas e as estrelas parecem-se como pessoas à espera que as convidem para entrar no jogo, ali a chamar por nós, para conhecê-los verdadeiramente. Eu não sei, sempre achei intrigante.

5. Atriz/Diretora/Música/Escritora
Isto é o óbvio, claro. O meu lado "criativo" espera sempre que uma destas carreiras sejam reais pois apenas quer existir para sempre. Sempre achei desafiador e divertido usar a criatividade como forma de viver ainda que o medo se apodere de mim. Atriz porque podia ser milhares de personagens, encarnar personalidades distintas e complexas. Diretora porque podia criar obras de arte visuais, transmitir emoções através de imagens. Música porque podia inspirar as pessoas com as minhas obras. Escritora porque podia meio que juntar todas as razões anteriores numa só. Devo admitir que, de todas as opções, esta parece a que tem a minima chance de acontecer. Veremos.

Imagina-te a viajar pelos diversos universos paralelos, quem querias ser?

✿ vidas imaginárias.

by on outubro 25, 2017
Estava a ver a youtuber Lavendaire quando me deparei com um vídeo diferente. A criadora falava de cinco vidas imaginárias, como se foss...
(poema do livro milk and honey de rupi kaur)

É incrível como uma frase pode fazer-te sentir tantas coisas ao mesmo tempo. É incrível como algo pode mudar o teu humor de forma tão repentina que achas ser um pouco doida. A verdade é que estas palavras sábias chamaram as minhas memórias de pessoas. 
Não estou a querer falar no presente, felizmente. Acabei com a toxicidade que me havia rodeado e penetrado nos poros, como um veneno constante. Lembro-me de me sentir emocionalmente esgotada por cada momento que alguém usava a sua manipulação para cima de mim. A minha alma parecia desvanecer um pouco mais quando os seus poderes faziam efeito. Era como se me sugasse a determinação, a pouca determinação que restava em mim. Não adiantava se eu tentasse lutar para contrariar, era um quero-não-quero, um ciclo vicioso e doentio. Doentio mas bom. Tornava-se delicioso quando, por vezes, a sua magia funcionava ao contrário e eles é que precisavam de mim. Era eu quem era precisa e não eu a precisar. Sentia um cómico gosto na minha boca, com um sorriso malandro que aparecia mesmo não o querendo.
No entanto, eu sabia que era perigoso continuar assim. A minha sanidade estava a falhar nas horas H, querendo virar-se contra mim. Talvez eu merecesse por adorar quando precisavam de mim, talvez não merecesse. Eu não sabia bem o porquê mas sentia que não podia continuar com aquela rotina de mágoa e tortura. Chegava a preferir estar cansada fisicamente do que emocionalmente. A minha mente perdia-se por entre memórias inventadas e sentimentos ilusórios criados por mentiras ditas. O amor desamado, as histórias elaboradas, a manipulação ativa e os jogos psicológicos perfeitos: como tudo batia tão certo mas não batia com o coração. 
Então disse adeus. Demorou, demorou bastante. Adeus. Até um dia. Não quero saber mais de ti, ainda que seja para dizeres que pedes desculpa. Aconteceu, já não há desculpas a ser dadas. Guarda-as para ti, para o futuro que te espera. Não te quero mal, de todo. Ensinaste-me imenso com o teu manuseamento da verdade (ou devo dizer da irrealidade?). 
Irás acabar por descobrir que mereces mais e a culpa não é tua se a pessoa não vê que és arte. Podias até ser uma noite de estrelas cintilantes com todas as constelações possíveis mas se ela não te quiser ver, ela irá ignorar. Espero que um dia entendas que o teu amor não precisa de ser maior quando uma pessoa quer ser cega. 

✒ t-ó-x-i-c-o.

by on outubro 18, 2017
(poema do livro milk and honey de rupi kaur) É incrível como uma frase pode fazer-te sentir tantas coisas ao mesmo tempo. É incrível ...