✒ sou pedaços colados.

Há dias que se acorda a saber exatamente o que fazer, exatamente quem se é. Há outros que apenas se acorda. Há dias que dá vontade de subir ao topo do mundo. Há outros que apenas se consegue respirar, e já é pedir muito. Há dias que dá vontade de chorar, há outros que o sorriso não parece querer desaparecer. Há dias que o sono é arrebatador, há outros que a energia é tanta que é pena não haver mais horas. Há dias que não sei quem sou, há outros que as certezas que surpreendem.
É preciso se perder para se encontrar, não é isso que dizem? Pois bem, eu quero perder-me em livros, em filmes, em música, em viagens, em pessoas. Quero descobrir novas mentalidades, quero abrir os meus horizontes, quero viver aventuras, quero sair da minha zona de conforto.
Quero encontrar-me.
Sou um impasse ambulante, uma contradição humana, uma criação inconclusiva. Sou pedaços colados, obtidos por tudo o que vi, passei e sei. Há sempre algo do passado e do presente que se ganha e se junta ao que sou. Sou uma mistura de tudo, tendo um propósito singular. Cada pessoa, cada encontro, cada filme, cada viagem, cada livro, cada ser deixa sempre uma marca em mim, em toda gente, de maneira diferente. É isso que nos define, a maneira como cada coisa nos marca.
Cresci, melhorei, aprendi. Sempre. Estou melhor que antes, mas estou pior do que era. Ao mesmo tempo, mal progredi. Sinto-me presa a um passado que acabou por se tornar o meu presente, com algumas diferenças. 
Quero desistir, por vezes. Não consigo, simplesmente não combina com o meu ADN. Talvez devesse parar de ser uma mera passageira e ser, finalmente, a condutora. Mesmo não tendo carta ou quaisquer direções do caminho. Afinal, ninguém tem. Certo? Ou assim espero. 

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