◑ o poeta é um fingidor.

E finge tão bem, que chega a fingir que é dor.
E a dor dói por ser sentida e por ser pensada,
dói a alma, doi o coração.
O que é da vida sem um pedaço de alegria
ou um pedaço de tristeza?
Simples seria se estável fosse.
Que piada tinha se não fosse uma montanha russa?
Não é viver se não existe ambos lados,
o bom e o mau, o pior e o melhor.
Da mesma maneira que um
não dura para sempre,
o outro também não.
Demora a entender, demora a processar.
É normal, porque o tempo demora a passar.
Uns dias vão parecer longos,
de tanta dor acumulada.
Outros vão parecer curtos,
de tanta alegria passada.
E assim a vida se estica
com caminhos de pedras
ou daqueles com pétalas de girassol.
Não se pode controlar um,
nem o outro.
É uma coisa que se aprende a lidar,
ou talvez não.
Porque a vida é mesmo assim,
uma mistura de talvez(es) e porquês,
um tirbulhão de sins e nãos,
é uma confusão confusa,
uma forma de aprender.
Não há nada a fazer,
a não ser ir com o mar e flutuar
ou deixar afogar depois de tanto lutar.
O importante é
não desistir mesmo que seja melhor,
não fugir mesmo que seja fácil.
O importante é 
continuar e tentar, 
porque basta um tentar para conseguir.

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