Para quem não sabe, eu tive um blog (muitos aliás) antes deste. Nele tinha feito uma coisa aleatória, que era bastante popular na altura, que era escolher 101 desejos para os realizar em 1001 dias. Ora, na altura, fiz a lista por fazer e, neste momento, já nem a tenho comigo. Lembro-me de nem sequer ter completado 101 itens porque, apesar de não parecer, é imensa coisa. 
            Contudo, recentemente vi um vídeo de uma youtuber brasileira que adoro ver, chamada Ana Arantes, em que fala de como não conseguiu fazer tudo e estava tudo bem. Era mais uma lista para nos lembrar de continuar a fazer aquilo que gostamos e do que fizemos. Então eu lembrei-me de como antes eu publicava coisas porque o blog era basicamente um diário da minha vida, invés de estar a pensar em coisas específicas para escrever - e sim, é por isso que tenho andado afastada. Tenho-me focado tanto em tentar criar conteúdo que vocês gostem que me esqueci que comecei isto porque é um diário e é um vlog em versão texto e fotografia. 

Começo: 28-07-2018
Fim: 22-04-2021
Concluidas: 4 de 101

São 1001 dias, mais ou menos 143 semanas, mais ou menos 33 meses. Parece imenso tempo, eu bem sei. No entanto, veremos se realmente dá para realizar tudo. 
  1. Publicar Evanescente.
  2. Publicar outros livros.
  3. Ter um encontro com quem me segue aqui e/ou no wattpad.
  4. Escrever mais.
  5. Ler, pelo menos, 50 livros.
  6. Conseguir ler um livro em alemão.
  7. Ler a saga Harry Potter em inglês.
  8. Ser mais saudável mental e fisicamente.
  9. Ver um concerto da Selena Gomez.
  10. Ver um concerto do Shawn Mendes.
  11. Ver um concerto da Sabrina Carpenter.
  12. Ver um concerto da Sia.
  13. Ver um concerto dos Thirty Seconds to Mars. 
  14. Conhecer a Selena Gomez.
  15. Ir a Edimburgo.
  16. Viajar até ao Canadá.
  17. Visitar Hollywood.
  18. Visitar Singapura.
  19. Visitar Paris. 
  20. Visitar Bordeaux pela segunda vez.
  21. Visitar Sevilha pela segunda vez.
  22. Viajar por Portugal inteiro.
  23. Visitar as ilhas da Madeira.
  24. Visitar as ilhas dos Açores.
  25. Visitar Amesterdão.
  26. Visitar Budapeste.
  27. Ir à Disneyland.
  28. Ir à Inglaterra.
  29. Viver sozinha.
  30. Ficar num país diferente por, pelo menos, 1 semana.
  31. Viajar pelo menos uma vez sozinha.
  32. Viajar com amiga(s).
  33. Viajar com ele.
  34. Fazer um curso de fotografia.
  35. Fazer um curso de design gráfico.
  36. Fazer um curso de marketing.
  37. Fazer um curso de escrita criativa.
  38. Ter patins de quatro rodas.
  39. Voar de avião pela segunda vez.
  40. Voar de balão quente.
  41. Patinar no gelo. (03-01-18)  
  42. Fazer voluntariado.
  43. Aprender alemão.
  44. Aprender francês.
  45. Aprender russo.
  46. Aprender italiano.
  47. Aprender a tricotar/croché.
  48. Aprender a desenhar e pintar.
  49. Aprender uma arte marcial.
  50. Aprender língua gestual.
  51. Pintar o cabelo de roxo.
  52. Fazer uma aula de boxe.
  53. Fazer aula de yoga.
  54. Aprender sobre mecânica de um carro.
  55. Conseguir fazer este blog crescer.
  56. Criar o meu podcast.
  57. Desenvolver um produto.
  58. Fazer operação à miopia e ao estigmatismo.
  59. Endireitar os dentes e branqueá-los.
  60. Fazer foto-depilação.
  61. Aprender a manusear um arco e uma flecha. 
  62. Ser espontânea pelo menos 1 vez.
  63. Produzir algo criativo. 
  64. Aprender a tocar piano.
  65. Aprender a tocar viola.
  66. Ter uma INSTAX. (22-09-18)
  67. Andar a cavalo.
  68. Passear pela praia à noite com ele.
  69. Ver o nascer do sol.
  70. Ser doadora de sangue.
  71. Doar o meu cabelo.
  72. Acampar.
  73. Nadar com golfinhos.
  74. Mergulhar numa cascata.
  75. Trocar cartas com alguém de outro país.
  76. Ver outra peça de teatro.
  77. Levar os pais ao cinema. (26-10-18)
  78. Ganhar o suficiente para ajudar os meus pais e para mim. 
  79. Ter o nosso próprio espaço. 
  80. Cozinhar para ele e ele para mim.
  81. Saltar de um avião e/ou andar de parapente. 
  82. Comprar uma lente e saber usá-la.
  83. Usar mais a máquina analógica da mãe.
  84. Organizar os meus documentos importantes.
  85. Organizar os ficheiros do computador e telemóvel.
  86. Fazer backup de tudo.
  87. Ser mais organizada com o meu tempo.
  88. Fazer a minha primeira tatuagem.
  89. Fazer um spa day.
  90. Fazer uma festa de pijama.
  91. Ter, finalmente, um bom aniversário.
  92. Fazer o passaporte.
  93. Inspirar pessoas de alguma forma.
  94. Escrever uma carta para mim mesma para abrir daqui a 5 anos.
  95. Comprar jogos de tabuleiro e ter com quem jogar.
  96. Atingir 10.000 visualizações 2 meses seguidos.
  97. Fazer parceria no blog.
  98. Comprar uma liquidificadora (20-09-18), máquina de pipocas e/ou máquina de algodão doce. 
  99. Visitar um parque aquático.
  100. Receber uma massagem profissinal.
  101. Levar o namorado ao museu de Salvador Dali. 
PS. Tive de escrever isto 2 vezes porque não gravou na primeira vez. Vida triste. 
Espero que tenham gostado e que pensem em desejos que gostassem de realizar.

        Então, eis o que se passa: não entrei no mestrado. É difícil admitir isso. Muito, apesar de já se ter passado uns dias desde que soube da resposta. É chato porque era algo que eu realmente estava interessada e era o único curso que me chamava atenção. Era realmente aquilo que eu queria seguir e gostava de ter estudado como licenciatura se tivesse média para tal. E volto eu, ao mesmo problema quando acabei o secundário: e agora? A primeira fase não me aceitou, nem vale a pena seguir para segunda.
        As mudanças mudam e não há como prevê-las, todos sabemos disso. Por muito que te prepares para uma certa situação, não há como sabê-la antecipadamente. Algo tanto pode correr bem como mal, 50% de hipóteses cada, e achas que uma tem mais chances de acontecer do que outra, mas estás errada. Eu estava com esperanças de entrar, e correu mal. Havia um bichinho a dar-me incentivo, não me perguntem porquê e criou-me expectativas. Desiludi-me, sim, mas não foi o fim do mundo. Acontece. É triste? Sim, mas posso sempre voltar a tentar uma e outra vez, ou até entender se é realmente isso que quero.
        Não entrei no mestrado; e agora? Não sei. A verdade é que não sei mesmo. E pensava que estaria bem pior por não saber visto que andava preocupada com o facto de não entrar no mestrado. Pararei um ano para fazer (possivelmente) cadeiras do mestrado e melhorias, juntar dinheiro e trabalhar no meu livro/blog. Eu gostava de continuar a estudar alguma coisa e a continuar a tentar isto de "ser" criadora de conteúdo. Honestamente, é isto que me vejo a fazer no futuro, se me for possível. Acho que o facto de não estar muito mal por não ter entrado é exatamente porque estou a ver este ano como um ano de me melhorar e de encontrar uma maneira de seguir os meus sonhos por um caminho diferente.
          Vi um vídeo da Bumba na Fofinha a falar sobre a vida e o tempo que temos para tudo. Ela disse algo como "O que é um ano em tantos outros?" e isso deixou-me a pensar imenso. Realmente, o que é esperar um ano para alcançar algo - parece imenso tempo, mas acaba por ser pouco ao ver as coisas pela escala grande. Foi esta pequena frase que me pôs de consciência tranquila, por assim dizer. Se parar um ano para me dedicar a mim, não vai acontecer nada de mal. Aliás, apenas acrescenta coisas boas à minha vida porque tudo é uma experiência e serve para aprender.
            No final, ficará tudo bem, mesmo que demore um pouco mais a chegar aos meus objetivos.
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A minha sexualidade pode não ser só uma fase de revolta. O meu querer de passar de mulher a homem pode não ser só uma fase de moda. A minha vontade de ter uma carreira artística não é uma fase de sonhos. 
            As pessoas dizem que é uma fase porque acham que é algo mau, que afeta a sociedade inteira. E, em alguns casos, sim, afeta quem é próximo, mas se não te afeta a ti porque raio dizes que é só uma fase? Não sabes o que vai na mente das pessoas, não tens ideia o que elas sofrem, pensam, passam todos os dias. 
            O teu pensamento é a vida de alguém que apenas se quer libertar da prisão que é ser outra pessoa. Porque é que te achas no direito de falar sobre a vida de outra pessoa quando nem a conheces? A não ser que a pessoa em questão te peça opinião e apesar de haver a liberdade de dizeres o que queres, aquilo que tu dizes só é bem-vindo se não afetar a outra pessoa. 
            Para com esses mimimis de que vai dar a ideia errada a outras pessoas - ideia errada pensas tu, mas que pode inspirar gente a fazer aquilo que lhes vai no coração. És heterossexual, és médico(a) ou advogado(a), és saudável mental e fisicamente - parabéns, muitas felicidades para ti, genuinamente. Apenas não te aches no direito de falar da vida dos outros como se fosse a tua vida - segue aquilo que queres, deixa os outros fazer o mesmo.
            Cada um precisa de criar as suas próprias raízes para crescer, sendo a fazer coisas erradas ou certas, passando por momentos que são fases ou não. Se errar, tenta-se fazer melhor da próxima vez. Se mudar, muda-se de novo. Se se precisar de ajuda, não há mal nenhum. O importante é ter confiança nas suas escolhas, mesmo que passado uns tempos já não seja isso que se quer; explorar e tentar, não devia ser mau o fazer. Mesmo que seja só uma fase, é a MINHA fase, não a tua.

✿ é só uma fase.

by on julho 12, 2018
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A...
Vocês parecem ter sido feitos um para o outro.” Lembro-me perfeitamente da minha mãe o dizer. Ela fazia questão de me lembrar disso porque realmente nos encaixávamos um no outro. Não sei explicar, é uma coisa estranha, mas a verdade é que as nossas metades acabavam por se unir. Que cliché. Reviro os olhos por ser cliché e o meu coração revira-se por ter sido verdade. O que aconteceu? Eu não sei bem. Os nossos caminhos já não eram paralelos, havia poucos cruzamentos e interseções. O nosso GPS não estava sincronizado; acontece, eu acho. São coisas que acontecem, mas não deviam. Se eramos assim tão feitos um para o outro, como diziam, como é que estamos separados? Parece que é verdade aquilo que dizem, a pessoa pode ser a certa, mas o momento pode ser o errado. Crescemos e não foi ao mesmo ritmo. Talvez numa outra vida tivesse dado certo. Ou talvez nem sequer nos conhecêssemos e estaríamos com outras pessoas. Talvez a culpa tenha sido minha, ou talvez tenha sido dele. Ou talvez não seja de ninguém. As coisas acontecem e não se sabem muito bem porquê. É a vida. A vida é estranha e prega partidas que acabam por ser histórias para serem contadas. “Então, lembraste daquele teu namorado que achavas que ias casar? Ele está com aquela fulana, sabes?” E então sorris porque não sabes o que é suposto dizer. Afinal de contas, vocês eram feitos um para o outro e ele já tem outra metade; consequentemente, a tua metade desapareceu. Talvez seja a altura ideal para renovar a tua outra metade, mas contigo. Ou talvez ele volte para ti. Ou talvez não. A vida dá voltas inexplicáveis, por vezes. Só tens de aguentar.