📷 168h em fotografia. mês 10 - o desafio de ser um quase adulto.

01 a 28 Outubro 2018 - Semana 40 à 43. 
                   Honestamente, isto vai ser um grande apanhado do meu mês de Outubro. Nem sequer vou acrescentar dias porque é tudo igual. Fiz algo parecido com este post há uns tempos atrás com a necessidade de partilhar como me sinto de forma livre e vulnerável. Afinal, foi exatamente para isso que criei esta plataforma nova: para deixar os medos de lado daquilo que sinto e o transmitir, talvez de forma ajudar alguém que esteja na mesma situação do que eu a pensar que não está sozinh@.
                   Eu tenho uma certa dificuldades em admitir quando falho porque, na minha cabeça, isso equivale a não ser perfeita. Eu, sendo eu, sempre pus uma certa pressão em mim para ser boa porque isso significava que não precisavam de se preocupar comigo, que não era um cargo para ninguém. Acho que me custa mais porque sei que os outros julgam, mesmo que não seja na minha cada. "A maneira como falam dos demais, é a maneira como falam de ti." - é tão verdade. As pessoas gostam muito de fofocas e de falar da vida dos outros para atenuarem o facto da sua ser uma porcaria, sempre foi assim e sempre será. Não me interpretem mal, é claro que há diferença entre falar mal só porque sim e dizer factos. O problema é que as pessoas apenas gostam de falar mal sem terem qualquer argumento a validarem o que disseram e, por vezes, até gostam de acrescentar pontos que não deviam existir. 
               A verdade é que eu despedi-me de onde estava a pensar que ia para algo melhor. E realmente era, mas não o bom suficiente para os problemas que iria ter. Despedi-me de algo certo para ir para algo incerto? Sim, e não me arrependo. Porque haveria de continuar num sítio no qual eu não gostava de estar, não é verdade? Eu tinha perdido toda a motivação que tinha de trabalhar lá, chegava a casa casada mais psicologicamente do que fisicamente. Por muito que eu precise do dinheiro, não estava para me sujeitar a ter um colapso por causa daquilo. Felizmente, tive a hipótese de sair e ainda tinha algum dinheiro de parte. Não tenho despesas grandes visto que ainda vivo na casa dos meus pais, ainda assim, tirei um ano para juntar dinheiro e o ano está quase acabar e eu com pouco dinheiro de parte. Eu bem sei que há pessoas em situações piores do que a minha, nem estou aqui a fazer-me de coitadinha - apenas a expressar as minhas atuais preocupações (agora é preciso dar disclaimer para não haver críticas, enfim). 
                   A primeira semana passou e eu estava confiante que ia encontrar algo bom, mas não queria estar a mandar currículos e depois ligarem-me e eu ter que recusar - eu, sendo eu, não gosto de recusar nada. Mandei uns 5 porque achava que me iam ligar de algum lado. Nada. A segunda semana passou e a esperança começou a diminuir e comecei a ficar zangada comigo mesma por ter tomado uma decisão - a mesma decisão que eu achava ótima, passou a ser uma decisão imprudente. Na terceira semana decidi deixar-me de tretas e mandar cv atrás de cv. Mandei 10 num só dia. Mais uns 5 nos dias seguintes. A lista estava a crescer e já nem sequer queria saber se tinha de dizer que não - de certeza que já o ouviram antes. Ligaram-me da primeira loja, mas era basicamente a mesma coisa que onde estava antes. O desanimo voltou, agora mais forte. Os dias estavam avançar e nada. Ligaram-me da segunda loja, a entrevista foi tão ***** que nem fiquei com vontade de ficar lá, mas pronto. 
                   O desânimo foi muito, mesmo, apesar de não o ter mostrado. Sentir-me super mal, a depressão a querer ganhar-me, a ansiedade a tentar meter-me no fundo, o não silencioso das respostas que nunca chegaram, o olhar para o telemóvel à espera que ele tocasse. Houve um dia que chorei durante o dia e durante a noite de tão falhada que me sentia. Era tão notório que durante dois dias disseram-me que eu parecia desanimada e, honestamente, já nem era só de não ter emprego, era de me sentir afastada das pessoas de quem eu gostava, de sentir que estava a mais até na minha própria vida. Até que a minha mãe me lembrou de uma coisa que eu sempre acreditei, mas que me estava a esquecer durante esta fase "Nada acontece por acaso. Se não teve de ser, é porque melhor vem aí." e juro que isso ficou-me na cabeça, não só pelas palavras, mas por ter sido ela a dizer. Foi isso que, sinceramente, me deu força para continuar e não desanimar tanto. Amanhã irei a outra entrevista, talvez corra bem, talvez corra mal - vamos ver.
                   O meu problema foi não levar esta "pausa" como uma coisa boa - e, meio que foi. Foi o meu momento que dizer que sim ao projeto do Nanowrimo; foi o meu momento de ir em frente com o podcast que estou a preparar; foi o meu momento de melhorar o meu blog (ainda não está completo); foi o meu momento de voltar a escrever no journal o que sentia de maneira a libertar o que me ia na cabeça; foi o momento de planear melhor o que irá acontecer nas minhas histórias; foi o momento, até, de arrumar a fundo o meu quarto e o organizar muito melhor. Há sempre um lado positivo nas coisas, não é verdade?
                   26, Sexta-feira: O que posso dizer de bom é que, finalmente, levei os meus pais ao cinema - SIM! Sexta-feira foi dia de família no cinema e, como era de esperar, a minha mãe comentava o filme um bocadito alto e o meu pai quase adormeceu. Foi bom. O filme era de ação, não muito o meu estilo, mas chorei - porque choro com tudo - e adorei mesmo - GOLPE FINAL, recomendo. Se bem se lembram, levar os meus pais ao cinema era uma das coisas que queria fazer em 1001 dias. FEITINHO!
                   Além disso, fui buscar o livro que encomendei na Bertrand. Ainda não comecei a lê-lo a sério, só li o prefácio, mas sinto que é algo que eu gostaria de ter escrito, não sei porquê. Já sigo a Arden no youtube há imenso tempo e a sua sabedoria e a sensação de me poder identificar com o que ela diz sempre me fez continuar a segui-la. Mais, ela é tão aberta com tantos assuntos, é mesmo incrível. Quando soube que ia escrever um livro para jovens adultos soube logo que o deveria ter. Esperei e esperei a oportunidade certa para o ter e aqui está: ALMOST ADULTING! Tenho a sensação que será como A Arte Subtil de Saber Dizer Que se Foda.
Espero que tenham tido uma boa semana e um bom mês, Rainers!
Até já, 

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