✒ amei-te.

(post publicado no meu antigo blog a 31 de Agosto de 2015. apenas irei modificar certas coisas, mas essencialmente é isto. coisas acrescentadas estão a itálico.).
            Eu sei que não vais querer saber, nem sequer vais ouvir ou ler o que tenho para te dizer. Sei que não vais procurar por mim e sei que não te importas se estou bem ou mal, nem me desejas o melhor, eu sei disso. Mas preciso que saibas, com a mesma intensidade que queres que eu saiba o que me queres dizer, que eu nunca te desejei mal. Eu nunca te odiei, muito pelo contrário, e talvez tenha sido esse o problema: gostar demasiado de ti. Eu amei-te. Doía fisicamente gostar de ti. E era uma coisa incontrolável visto que tentei deixar de nutrir sentimentos por ti, mas eles acabavam sempre por voltar inexplicavelmente. Eu sempre te pus em primeiro lugar e tu nunca me escolheste em primeiro. Eu tentei ajudar-te de todas as maneiras possíveis, da melhor forma como eu podia, mas tu não querias ajuda, só não querias era estar sozinho. E, ultimamente, tu não querias a minha ajuda e a minha presença, apenas querias alguém como plano B caso as tuas relações corressem mal. Deixavas isso bem claro com pequenas ações inocentes (achava eu), só que eu não o queria aceitar como a realidade.
            Quando me coloquei, pela primeira vez, em primeiro lugar e não a ti, tu começaste com os insultos e a dizer que fiz más escolhas quando a) tornar-me prioridade nem devia ser uma escolha e b) devias ficar feliz por me estar aceitar como alguém e não como algo. Deixaste de me falar, bloqueaste-me da tua vida como se eu fosse um acessório suplente. Tu esqueceste-te que eu não sou uma marioneta que pode ser usado e mal tratado em teu benefício. Por muito que não goste de falar sobre eles, eu tenho sentimentos e sinto! E, de tanto que os engulo, eles acabam por saltar com uma furiosidade que não dá para os manter quietos. Eu sou um ser humano, sou a rapariga que ficou ao teu lado depois de todas as asneiras que fizeste, todas as maneiras possíveis e imaginárias que me magoaste, depois de todas as tuas idas e voltas, depois de me tornares uma personagem secundária na tua história quando tu eras a principal na minha.
            A minha sinceridade foi algo que sempre te deixou encantado e irritado porque sabias que o que eu tinha a dizer, dí-lo-ia. Antes de partires disse-te que me deixavas vulnerável e levaste isso como algo negativo. Era suposto ser um elogio, na verdade. Tornar-me vulnerável é algo que eu sempre detestei porque significava que teria algo a perder: neste caso, tu. Para mim, ficar vulnerável significa ter sentimentos e emoções por alguém, significa gostar tanto de alguém que já nem importa se te magoas ou não, o que importa era mostrar esse amor. E eu tinha-os por ti, mas tu não compreendias o meu lado. Nunca compreendeste. Tudo bem, eu compreendo. O erro foi apenas e unicamente meu.
             Eu confiei o meu coração em ti. Ele já era frágil e tu sabias disso, mas deixaste-o cair e ainda o pisaste. Tu gostavas de brincar com os corações partidos só para ver o quão danificado ele podia ficar mais. Eu realmente não te desejo mal nenhum, independentemente de me odiares ou de quereres a minha morte. Eu espero, do fundo do meu coração, que sejas realmente feliz e que encontres alguém que cuide de ti da maneira que não soubeste cuidar de mim. E, quando encontrares, por favor, não faças nada de mal. Ama-a da maneira que dizias amar-me, protege-a da maneira que dizias querer proteger-me. Eu vou ficar bem sozinha porque apesar de tudo, ainda consigo pegar no meu coração despedaçado e voltar a coloca-lo no sítio.
            E obrigada por me teres ensinado tudo aquilo que não devo aceitar numa relação de amizade ou de amor. Graças a ti aprendi que eu tenho direito a mais quando se gosta de alguém e que, apesar de tudo o que estou disposta a fazer pela pessoa, devo estar igualmente disposta a fazê-lo por mim. Tenho de tratar de mim da mesma forma que se trata de um dente-de-leão. Ele é frágil, não pode ser abanado com força porque se desfaz. Tem de ser cuidado e delicadeza para que ele continue a ser quem é. 

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