Para quem ainda não percebeu, mesmo após a minha intensiva publicidade, eu escrevi um livro e está publicado fisicamente. Ora, não foi de um dia para outro que ele foi escrito, visto que tem as suas 406 páginas. Demorou cerca de três anos para acabar de escrever oficialmente, mais uns três anos para ter coragem de enviar para editoras. Durante o processo de escrita, tornou-se difícil, por vezes, lembrar-me de todos os detalhes que tinha planeado ou detalho anteriormente, isto porque ia escrevendo aquilo que me lembrava ou que me vinha à cabeça, sem memorizar noutro sítio além da minha mente esquecida. Tive de voltar várias vezes atrás para reler tudo, para me tentar relembrar do que precisa.

Encontra todos os detalhes do meu livro aqui.

           Inclusive, eu tinha um caderno muito simples que comprei na Staples e dividi para conseguir adicionar detalhes importantes de todas as histórias que eu escrevia. Eu já fazia um caderno de escrita sem ter a noção disso, só que de maneira mais confusa e sem sentido. Vamos lá mergulhar no meu caderno então! Este caderno é da Primark e foi-me dado como prenda de anos. Estava reticente porque como eu ia usar canetas de gel ou sublinhadores, não sabia até que ponto é que a tinta não passava para a página seguinte e não transfere de todo!

           As primeira páginas são todas sobre a parte técnica da escrita e coisas para me ajudar a criar melhores cenas ou descrições ou personagens. Daí a primeira página ser os DOZE ARQUÉTIPOS de personagens. Ajuda a ter uma ideia melhor sobre quem são as personagens, as suas motivações, o seu "histórico", as suas fraquezas, a sua estratégia e muito mais. Obviamente, nem todas as características se encaixam perfeitamente, mas dá uma melhor percepção do que elas podem ser. Pode também ajudar a tentar perceber que tipo de personagem eu quero criar, se é um Herói em que quer provar que é alguém através dos seus atos corajosos ou se é Criador em que pretende criar coisas duradouras (seja uma realidade ou um objeto).
           As páginas a seguir já são sobre o final da obra: que TIPO DE CONCLUSÃO quero que o livro tenha, se é para Refletir ou para deixar o leitor a querer mais com o Cliff Hanger. Ajuda bastante com a explicação de cada final e o porquê de se usar.
           Estas páginas abaixo já são de um método que nunca usei, mas que gostava de o fazer. Chama-se o MÉTODO DE FLOCO DE NEVE. Muito resumidamente, é um método que ajuda a criar uma obra de início a fim, com a ajuda de pequenos indicadores e informações que vamos criando e desenvolvendo aos poucos para criar o primeiro rascunho do livro. Foi criado pelo Randy Ingermanson e tem este nome porque, como referi, começa-se por pequenos passos para levar a um projeto final amplo e quase decisivo.
           Uma coisa que é bastante importante para escritores é LINGUAGEM CORPORAL. A maneira como a personagem se encontra em cada situação é crucial para fazer o leitor entender como reage e, mesmo sem dando muito histórico no início, ajudar a perceber o porquê de reagir assim. Por exemplo, numa cena onde a filha encontra o pai que pensava estar morto. Invés de identificar quem é o indivíduo que se encontra em frente à rapariga, descrever de imediato a sua postura ajuda a criar um certo suspense e mistério.
           Passando agora para as páginas em que são específicas para histórias, vou mostrar aquilo que criei para me ajudar acompanhar cada detalhe das minhas obras para não me esquecer. Eu faço isto porque demoro sempre imenso tempo a escrever. Com EVANESCENTE demorei 2 anos e meio a escrever o livro, no meio desse tempo esquecia-me de coisas importantes e tinha de voltar a reler e a procurar o que queria. Como é óbvio, as páginas estão vazias porque não quero revelar acontecimentos futuros da obra, quero que seja surpresa.

           Uma das páginas que criei é meio que um enredo e escrever por alto o que quero que se passe e o que quero transmitir com a história. Tudo o que eu escrevo tem um propósito. Com o meu livro, o início é um pouco mal desenvolvido porque a personagem é um tanto superficial com os seus sentimentos e emoções. À medida que a história desenvolve, também as descrições começam a ficar mais extensas e a ser mais produzidas exatamente porque ela vai começar a ter uma auto-reflexão mais acrescida.
           Estas páginas são dedicadas às PERSONAGENS que eram importantes para a história, principais e secundárias, de forma a lembrar-me de detalhes físicos ou psicológicos, ou idade ou aniversários que sejam importantes, profissões e outras coisas relevantes.
           Esta página de CENÁRIOS é importante para quem escreve ficção científica ou fantasia visto que têm cenários bastante diferentes e específicos. No meu caso é só para me lembrar de onde fica o quê ou como a casa da Emma é. Recomendo imenso para quem, mesmo em ficção normal, tenha cenários importantes que tenham características distintas.

           Duas páginas exclusivamente para IDEIAS que quero CONCRETIZAR DENTRO DA NARRATIVA são essenciais para mim para conseguir juntar tudo num sítio. Dá imenso jeito se tiveres muitas pontas soltas que queres conectar ou coisas que queres lembrar que tens de fazer, mas ainda estás bem no princípio dos princípios do desenvolvimento. Vou migrar as ideias do meu Bullet Journal para aqui e acreditem, devia ter posto mais do que 2 páginas só!
           A CRONOLOGIA é tão importante para te situares nos eventos que se passaram. Mortes, aniversários, começos de namoros, mudanças importantes na história! Novamente, em casos de ficção científica ou fantasia, é útil para sinalizar, usando o exemplo de Divergente, a ocorrência de há quanto tempo existe aquela sociedade fechada e dividida em fracções.
           A partir daqui já são todos os OUTROS DETALHES QUE SÃO EXCLUSIVOS DA OBRA. Feitiços de magia, lendas, projetos das personagens. No meu caso, pus o Livro da Emma porque ela vira escritora na sequela e o livro virou filme, preciso de saber o que se passa no livro para poder escrever sobre as filmagens e as cenas que são gravadas. Aqui já dá para explorar e criar algo com detalhes mais extensos. Podes acrescentar a pesquisa que tiveste de fazer antes ou depois de tudo o que eu falei para não te esqueceres do que procuraste! Eu tive de o fazer quando andei à procura de coisas sobre cancro ou amnésia!

           Esta é a maneira como criei o meu caderno de escrita para me ajudar a lembrar os pormenores das histórias que crio. Além de ADJACENTE, que é a sequela do meu primeiro livro, estou constantemente a ter ideias para outras histórias e torna-se difícil lembrar quais são os detalhes de cada uma. Isto ajuda-me a manter-me no topo do meu jogo e a não misturar as coisas.
Caso faças um, por favor mostra-me! Adoro ver coisas relacionadas com papelaria e criatividade, não me perguntem porquê, apenas adoro.

Até já,


                Para quem me segue há algum tempo, sabe que no ano passado participei no NaNoWriMo e este ano decidi fazer o mesmo. Não tenho escrito nada de relevante para histórias ou ideias que tenho de histórias, só tenho tido ainda mais ideias e elas vão acabar por me fugir e pedir ajuda a outra pessoa, já que eu não faço nada. 
Ora, quando publiquei isso nas redes sociais, surgiram várias perguntas às quais vou responder agora, já que sou idiota e pensei que era algo que toda gente conhecia e nunca expliquei como realmente funciona.

O QUE É? 

NaNoWriMo, também conhecido como National Novel Writing Month, é "um desafio anual de escrita literária que ocorre na internet durante todo o mês de Novembro. O projeto consiste em fazer os participantes escreverem um texto de 50.000 palavras entre 1º de Novembro até o dia 30 do mesmo mês.", segundo o que a Wikipédia descreveu. Basicamente, é isto e até parece fácil, certo? 
Mas não é, de todo!

COMO FUNCIONA? COMO PARTICIPO?

O sistema do site é bastante fácil, e dá até para ser adulterado, muito honestamente. Após criares conta, tens de criar o teu projeto, com todas as informações do mesmo (se quiseres). Depois, à medida que vais escrevendo, basta só adicionar quantas palavras escreveste naquele dia. Não é para escreveres na plataforma ou nada parecido, podes escrever num documento Word (como eu faço) e depois adiciono o número de palavras escritas ao site.

SÓ ISSO? E DEPOIS?

Bom, parece pouco, mas 50.000 palavras é muita coisa para escrever, principalmente se não tiver as coisas planeadas. O que acontece muitas das vezes (principalmente a mim), é que me perco e bloqueio por não saber o que é suposto escrever a seguir àquela cena. Foi isso que aconteceu no ano passado porque eu só queria participar por diversão e por saber que participar num evento assim me obrigada a querer escrever só porque sim. Obviamente, com a participação de uma amiga minha ajudou-me para o incentivo extra.
Para quem não tem ninguém com quem participar, o site é composto com fóruns de todos os países e em todas as línguas para os jovens escritores se entre-ajudarem uns aos outros e darem motivação. Há também reuniões que os mesmos organização em espaços físicos e específicos para irem todos escreverem. 

DICAS SIMPLES PARA COMEÇAREM.

1. Mapeamento. 

Ora, a primeira dica de todas tem de ser fazer um mapa de todas as ideias que têm. Pegar numa folha, ou em várias, e escrever o nome do livro no meio (se tiver nome) e fazer ligações a todas as ideias e tentativas e explicações que acham que dariam certo na história. Tudo é possível, coisas aleatórias, tudo o que pensarem, literalmente. 

2. Organizar as ideias. 

Tenta criar uma ordem cronológica, ou pelo menos, uma ordem lógica, de como essas ideias e planos se iriam desenvolver durante a história. Acontecimento A, depois o B; Acontecia isto e depois aquilo, mas isto tem que ficar no meio desses dois. 

3. Lista de personagens e espaços físicos.

Ora, qualquer história tem personagens. A ideia era criar outro mapa mental de todos os personagens que queres envolver. Separar os principais dos secundários e adicionar qualquer característica que aches válida, desde física a psicológica. O mesmo para os espaços físicos, como casa ou escola, edifícios ou parques. Se for história de ficção científica ou fantasia, ajuda imenso criar uma parte dedicada a tudo de extra sobre o país ou lugar que podes ter criado, se ele não existe mesmo. Por exemplo, falando do mundo de Harry Potter: criar um sítios onde descreve como a escola é, como é a Hermonie, escrever o que o feitiço Lumus faz, escrever o que significa a linguagem que eles usam, escrever a lenda do Valdemort.

4. Playlist e moodboard.

Uma das razões pelas quais fico muito inspirada para escrever é através de músicas e de certas imagens que despertam a minha imaginação. Por isso, tenho criada no Spotify uma lista de músicas que acho que se identificam com o humor que preciso de obter para conseguir escrever, e faço pequenas colagens de imagens que me fazem lembrar a história que pretendo escrever. Seja através do tumblr ou pinterest, encontro sempre algo que me dá aquele puxão extra para me dedicar à realidade que quero criar.

5. Sítio só teu.

Para efetivamente escreveres, tenta ir para um sítio onde sabes que não te vão incomodar, ou que te pertubem o menos possível. É difícil se viveres com outras pessoas, por isso talvez seja melhor ir para a biblioteca ou um café onde, apesar de ter pessoas, não te conhecem e não vão meter conversa contigo.

6. Não edites.

Não consigo frisar isto o suficiente - um dos meus erros da participação do ano passado foi o facto de tentar escrever já de forma perfeita e editar constantemente. Isto só piora as coisas - o objetivo deste evento é ESCREVER O PRIMEIRO RASCUNHO, isso significa que depois terás tempo para editar e é óbvio que isto não seria já o exemplar final que irias enviar para editoras (caso queiras). Escreve aquilo que te aparece na cabeça, mesmo que não seja exatamente como queiras dizer.

7. Acalma a tua mente.

Como eu disse, 50.000 palavras é imenso. Apesar de ter 30 dias para o fazer, são cerca de 2 a 3 páginas por dia que tens de pensar e desenvolver. Pelo menos eu quando começo a pensar em objetivos, começo a dramatizar e a entrar em stress por não saber como os concluir, ou por ter medo de não conseguir. Ora, journaling é o melhor que se pode fazer neste caso - não só te ajuda a continuares a escrever e não perderes o hábito, como te pode ajudar a ter novas ideias ou maneiras de escrever algo. Podes deitar tudo o que te preocupa para o papel e, mesmo não estando a usar essas palavras para o futuro livro, não paras completamente de escrever. 

Queria só lembrar que apesar de o objetivo é escrever quase um livro, é para escrever, como eu disse, o PRIMEIRO RASCUNHO e é para DESENVOLVER O HÁBITO DA ESCRITA. Se não concluires o número estabelecido de palavras, tampouco importa. O que importa é que tentaste. E apesar de o NaNoWriMo ser desenhado para Novembro, podes fazer o desafio em qualquer mês e da maneira como tu quiseres. Escrever 50 palavras é melhor do que escrever 0. Vamos lá tentar isto, então! Quem participar agradecia que me mandassem uma fotografia do seu progresso só para dizer olá e me incentivar também! 

Até já,



A cultura asiática tem uma lenda conhecida como o Fio Vermelho do Destino. Os deuses atam um fio vermelho invisível naqueles que estão destinados a encontrarem-se ou a ajudarem-se de uma maneira ou de outra. As duas pessoas são amantes incontestáveis; estão destinados independentemente do lugar, tempo ou circunstâncias. O fio pode esticar ou embaraçar, mas nunca rasga.
Acaba por ser o que é considerado uma alma gémea na parte ocidental. Não romanticamente, mas o tipo de alma gémea que acontece a um nível astral. O destino está escrito e pode-se mudar certas coisas, mas não todas. Há aquelas que são inquebráveis e não há forma alguma que as possa despedaçar – têm de acontecer porque há uma série de acontecimentos dependentes do primeiro, como o efeito borboleta. A única coisa que pode mudar é a maneira como reages a elas – isso depende totalmente de ti.
Eu era diferente em todos os aspetos: física e mentalmente. Todos somos diferentes, na verdade. A nossa identidade é única, assim como a nossa impressão digital. É o que nos distingue dos restantes. Coloca-se aqui a questão: somos assim tão especiais ao sermos diferentes se isso é aquilo que nos torna iguais? Sinto-me uma estranha no meio de seres humanos que parecem saber o que fazer da sua vida.
A minha altura colocava-me numa posição muito desconfortável, já que era maior do que o tamanho médio de uma rapariga; os olhos tingidos com o aborrecido verde-acastanhado; as pestanas que eram claras, dando o efeito de que eram quase inexistentes; as unhas roídas por causa dos esforços sociais aos quais sou exposta; as maçãs do rosto que são demasiado definidas para o tamanho da minha cara; a estrutura óssea que não me deixava ser perfeita; as rugas de expressão que, ao longo dos poucos anos de existência neste planeta, se desenvolveram e decidiram habitar na minha face – isto era uma das poucas coisas que até gostava de ter.
Os pensamentos que insistiam percorrer rápida e furiosamente na minha mente estavam constantemente a lembrar-me a estranheza que estava entranhada no meu ser e parecia permanecer até ao fim. Das poucas vezes que proferia a minha opinião, olhares eram-me lançados por ser tão divergente do comum, deixando-me desconfortável cada vez que olhavam para mim sequer.
Com estas conclusões, era algo óbvio que amigos eram algo de que a minha vida carecia. Apenas uma rapariga poderia ser rotulada de amiga – Stefanie Ryan. A típica adolescente americana com o seu cabelo clareado nas pontas; os seus olhos perfeitamente delineados com um caramelo dourado, quase cor de ouro; o seu corpo parecia ser moldado à imagem de Marilyn Monroe; os seus lábios eram carnudos e na perfeita cor de vermelho rosado; A sua pose, o seu estilo, a sua voz, a sua pele e até as suas unhas dos pés eram perfeitas.
A realidade é que eu não era uma pessoa interessante; nem a mais positiva. Nem a mais confiante em si ou nas suas decisões ou nos seus raciocínios. Estabilidade era algo que nunca foi presente na minha vida.
Os meus sentimentos e emoções eram escondidos ao máximo, tentando diminuir o estrago dentro de mim. Na minha mente, se eu não demonstrasse qualquer tipo de afeto ou confiança, ninguém me podia atingir.
A minha teoria estava a correr perfeitamente bem. Até que ele apareceu.



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            Está aqui o prólogo do meu bebé! Para quem já leu Evanescente no Wattpad, sim, mudei o prólogo e mais algumas coisitas. Foram três anos desde que acabei o livro até decidir mandar para as editoras, era óbvio que já não me identificava com certas coisas que foram escritas. Ainda assim, a enredo final continua o mesmo, só precisava de umas melhorias aqui e ali.
             Para quem não entende do que falo: Olá! Sou a Marta e publiquei um livro chamado Evanescente, um drama adolescente com um bocado de romance. É a história de um cliché (adoro pegar em clichés e desconstruí-los). Um rapaz popular chega atrasado a uma aula e senta-se no único lugar disponível: ao lado de uma rapariga que ninguém conhece e ninguém quer saber dela. Acabam por se conhecerem e o resto é história (literalmente).
             O que quis criar com este livro foi uma espécie de experiência social em que vão dar por vocês a criticar certas personagens pelas más escolhas, mas vão acabar por perceber o porquê de elas as fazerem em primeiro lugar. "Tu nunca sabes o que realmente se passa na vida das pessoas. Não sabes o que pensam, não sabes o seu passado, não sabes nada. Tu não sabes o que se alterou na vivência da pessoa para se transformar no que ela é hoje. Algo pode ter desaparecido, alguma coisa pode ter acontecido. Todos somos instáveis, tudo é passageiro, tudo pode disspar-se a qualquer momento. E quando tu achas que sabes algo, tu só sabes apenas o que vês ou ouves, não a realidade." Foi isto que escrevi na contra-capa do livro e acho que resume o enredo sem dar detalhes específicos.
             São 406 páginas escritas com amor, suor, lágrimas e muitas noites de inspiração. É o meu primeiro retrato como escritora e não mudava nada nele. Antes de o comprarem, considerem uma coisa primeiro, por favor: mantenham a vossa mente aberta. Tudo o que escrevi foi propositado, desde a escrita meio que infantil no início, até aos detalhes que parecem não bater certo ou meio hipócritas. Este é o primeiro livro de uma história de dois livros. A sequela vem em breve. Mantenham-se atentos.

ONDE COMPRAR?
- Falando comigo se quiserem cópia assinada.
- Wook.
- Bertrand (online e física).
- Cordel D'Prata (site da editora que permite enviar para o estrangeiro).
- Livraria Bracara (BRAGA)
- 100ª Página - Livraria (BRAGA)

ONDE PODEM DAR A VOSSA OPINIÃO? 
- Nas minhas redes sociais.
- Em todos os sítios que mencionei acima.
- No GoodReads, que seria onde agradecia imenso se o fizessem.

O Até já que escrevo em quase todo o lado tem um significado especial que é revelado no livro, por isso que quando assino os livros o escrevo também.
Então,
Até já,



                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.
              Ainda ontem falava com o meu namorado do quanto gostava de ser X pessoa, pessoa essa que já está adiantada no seu caminho e que trabalha todos os dias para chegar lá. Não é perfeita, óbvio que não, mas nem eu sou. Tem as mesmas horas no dia que eu, a não ser que more noutro planeta, o que não acho que seja o caso. Acabei por refletir e dizer-lhe, logo a seguir, que não importava o avanço dela, eu teria de me focar no meu projeto e no meu sucesso. Ele apoiou-me e disse-me "o teu projeto é que importa". E isto é um grande problema que tenho:
eu não consigo parar de me comparar. 
             É um ato tão inconsciente na minha mente já. O meu lado racional entra logo em ação a perguntar-me qual é o meu propósito ao estar a permitir que me igualar a uma pessoa que já está adiantada na sua rotina e no trabalho? É normal estar à minha frente: começou primeiro e tem conhecimentos que eu ainda não tenho; sabe o que funciona e o que não funciona; tem recursos que eu não tenho. Ou até mesmo se fulana entrou ontem para a comunidade e conseguiu atingir mais do que eu num ano? É frustrante, é irritante, chega até a ser triste e desmotivador. No entanto, vou ficar sentada a remoer sobre isso ou vou usar essa energia para continuar a melhorar o que é meu? O que importa é a minha jornada e o que faço para a enaltecer. Cada um tem o seu ritmo, a sua maneira de pensar, a sua forma de se comunicar.
                Outra coisa que me custa é falar de temas que já estão a ser debatidos. Ultimamente tenho tido esse medo de não querer falar de um determinado tema porque já há gente, que eu sigo, que o faz e não quero que pensem que estou a copiar ou algo parecido. Sinto uma pressão enorme de ser original mesmo quando a própria pessoa não o seja. Até falei com uma rapariga que sigo e gosto de a seguir e ela disse-me algo que eu já sabia, mas que soube bem ouvir "há espaço para todos".
Acho que muita gente não tenta seguir os seus sonhos porque são parecidos com os sonhos de alguém e acham que já há gente que faça primeiro e melhor. Sendo assim, os novos cantores já não deviam tentar sequer. Quero dizer, os The Beatles chegaram primeiro que os One Direction, porque raio eles acharam que conseguiam fazer sucesso quando uma banda famosa já existia? O importante não é se somos os primeiros ou os últimos, o importante é se quando chegamos, se fazemos algo de especial e diferente. Quero dizer, quem é que a J. K. Rowling pensa que é quando já havia Shakespeare? A audácia!
Não!
Haverá sempre inúmeras pessoas na área que tu queres e sonhas exercer. Faz o teu melhor para entrar nela e te destacares, ou, caso não querias destaque, faz o teu melhor para simplesmente entrar nela. Não precisas de mais, não precisas de menos, só o que achares suficiente para seres feliz.

Até já,

✿ o rumo, o verdadeiro.

by on outubro 10, 2019
                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.               Ainda ontem falava com o meu namorado do quan...
1. CADA UM TEM O SEU RITMO. Somos quase 8 mil milhões de pessoas num planeta só e estamos há espera, de alguma forma, que toda gente siga o mesmo rumo. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, morrer. É impossível e errado querer algo assim. Não somos robôs para seguirmos todos de forma automática e irracional e cada vez estamos a esquecer mais disso.
As comparações constantes com o vizinho do lado ou aquela menina da Internet que tem mais do que tu estão a criar inseguranças que provocam a estagnação ou a desistência de sonhos e objetivos. Eu fiquei muito triste por não ter entrado no mestrado que queria no ano passado e agora estou feliz por não ter entrado porque consegui fazer coisas diferentes e que me ajudaram a crescer. Ainda assim, senti-me muito mal por não ter entrado porque era o ritmo natural da vida, mas não queria dizer que fosse o ritmo natural para mim.

2. ACREDITA E VAI ACONTECER. Eu sei que isto é bastante estranho para alguns, mas é algo que eu acredito profundamente - a lei da atração. Essa lei consiste em basicamente conseguir tudo o que se quer com o poder da mente. Ainda pouco sei sobre isto, só vi o filme apenas (que recomendo imenso!). Não quero entrar em muitos detalhes para já, porque não sei muito sobre o assunto, mas acredito que se visualizar algo na minha cabeça, se imaginar como é ter já essa coisa, ela acaba por acontecer - seja algo bom ou mau. E isso aconteceu com muita coisa este último ano, tanto para o bom, como para o mau.

3. NÃO ÉS SUFICIENTE PORQUE NÃO QUEREM. Sempre ouvi dizer que só não se é suficiente para alguém que não sabe o que quer e todos os anos relembro-me disso constantemente. Ora, vou dar um exemplo: eu gostava de um rapaz e era capaz de fazer tudo por ele e ele dizia gostar de mim, mas nunca namoramos porque eu acabava por não ser suficiente para ele. Passado uns anos comecei a gostar do meu namorado e ele começou a gostar de mim da mesma maneira e nunca senti a necessidade de mostrar-me ser a melhor e foi uma incrível bênção que o Universo me deu porque soube realmente o que é ser amada e o que é amar. 

4. O TEMPO É ESSENCIAL. E com isto quero dizer duas coisas: o tempo cura tudo e o tempo é escasso. 2019 tem sido um turbilhão de emoções, acreditem. Muita dor à mistura, mas muito amor também. A dor acaba por passar, mesmo que não pareça no momento. E o amor faz com que os momentos bons sejam criados e passem tão depressa que uma pessoa nem consegue acompanhar.

5. HÁ COISAS QUE NÃO IMPORTAM ASSIM TANTO. Eu tenho muito esta mania de me importar com tudo e todos, até ao mais ínfimo detalhe. Chega a ser um incomodo na minha vida porque ralo-me com coisas mesmo pequenas que não têm significado qualquer, mas com as quais devoto a minha atenção na mesma. Estou a ler um livro, You Are A Badass da Jen Sincero, que fala sobre libertar-me da preocupação de coisas que não consigo controlar. Já o A Arte Subtil de Dizer Que Se F*da explicava que não dá para controlar o que acontece, mas dá para controlar como reagimos ao que acontece e esses dois ensinamentos ficaram muito marcados em mim.

6. SE NÃO TE REALIZA, MUDA. Estava num trabalho que já não me acrescentava nada, muito honestamente. Decidi trocar e acabei por fazer o mesmo que fazia na empresa anterior, mas um pouco melhor. Ainda assim, não é ali que quero estar para sempre e não me vejo a subir naquela empresa, não dão oportunidades para tal. Tudo o que conseguia retirar de lá, já o fiz. Então, vou despedir-me. É uma decisão difícil porque, apesar de viver com os meus pais, tenho as minhas contas também. No entanto, não posso continuar num sítio onde tenho de estar oito horas do meu dia, cinco dias por semana, a fazer algo que já não me realiza ou me motiva. A minha mãe está sempre a comentar que posso mudar para pior, mas como é que saberei se não o tentar fazer?

7. VÃO RECLAMAR SÓ PORQUE SIM. Onde trabalho atualmente chega a ser saturante pela quantidade de reclamações que recebo constantemente - muitas delas sem qualquer fundamento.  As redes sociais estão constantemente cheias de hashtags de cancelamento a artistas que erram ou quando dizem algo sem pensar muito,  ou até quando vão a um país fazer um concerto num festival e não gostam da artista que vem. Não há por onde fugir - vão reclamar sempre só porque sim e não há como mudar porque as pessoas ganharam a mania de um intitulamento de que a verdade delas é que importa e é a legítima.

8. NÃO É DIFÍCIL, SÓ PRECISAS DE COMEÇAR. Ora, eu tirei uma grande pausa do blog porque queria construir uma plataforma melhor, com um layout melhor; queria fazê-lo de raiz, só que não sabia como e não começava a fazê-lo porque ia demorar muito e achava que era difícil. A verdade é que sim, era difícil e acabei por não fazê-lo do início, mas consegui arranjar uma forma de encontrar algo perto daquilo que queria e aqui está o novo layout! Outro exemplo: quero aprender francês para poder ir morar com o meu namorado para Bordéus e trabalhar lá. Ora, francês é muito complicado para a minha cabeça lógica - há junção de letras que não correspondem aos sons que estou habituada e há letras que não se lêem de todo e que raio, quem quer isso? No entanto, estou a tentar aprender com o Duolingo e através do Pinterest e, já das duas semanas de férias que fui lá conseguia perceber cada vez mais o que diziam porque comecei a empenhar-me em aprender. Uma ação levou ao início que levou à concretização de algo que eu achava difícil - só precisei de começar! Além disso, quanto mais cedo começar, mais cedo chego onde quero e melhor começar hoje do que daqui a um mês pensar que poderia ter começado há um mês atrás.

9. UMA PAUSA NÃO É MÁ IDEIA. Ora, uma coisa que eu sinto sempre que passo uma folga sem fazer nada é uma culpa imensa de que podia ser produtiva e não o estou a ser. Acho que hoje em dia tem havia uma grande normalização do cansaço e da produtividade excessiva, que passa a ser o contrário do que produtividade devia ser. Achamos que quando estamos ocupados é quando estamos a ser felizes e parar é morrer porque deixamos de trabalhar para os nossos objetivos. Não é bem assim e descobri quando passei semanas ou meses, sem ter vontade de criar conteúdo. O cansaço psicológico era tanto que não me apetecia aproximar-me do computador para escrever, nem de um caderno para rabiscar, nem de um livro para ler. A minha vontade era de acabar com tudo porque não tinha descanso e sentia-me abafada com tanta coisa ao mesmo tempo. É necessário uma pausa quando tiver de ser e quando o corpo pede.

10. FAZ POR TI. Acho que grande parte do sucesso de muitas coisas que fiz foi porque fí-las por mim, para mim. Com o blog sinto a tendência de querer fazer publicações que sei que as pessoas vão gostar e, não estou de todo a dizer que não devo fazer isso também, mas acabei por esquecer-me do que realmente gosto de partilhar. Esta recente pausa fez-me perceber que rumo quero que o blog tenha e esperem novidades em breve! Seja qualquer coisa que eu faça, desde ir ao ginásio, desde aprender coisas novas, desde escrever, desde a maneira como me visto, tento sempre fazer aquilo que que gosto e quero, invés de ligar aos comentários dos outros.

Espero que tenham gostado da publicação nova! Comentem que lemas vocês levam convosco para o caixão até!
Até já,

              A razão que não tenho publicado: perdi a confiança em mim.
          Já tinha falado anteriormente sobre a minha pausa da escrita, eu sei. Ainda assim, apesar do que lá escrevi, acho que muitas das vezes, não é a falta de motivação ou de inspiração que falta nos artistas, mas sim o facto de lhes faltar a autoconfiança que tanto precisam neste mundo artístico. O medo de ser rejeitado é tanto que nos faz não criar nada porque pode haver a possibilidade de decepção nas expectativas que nós criamos.
            Após ter publicado o último capítulo de Evanescente eu só dizia "não sei mais o que escrever, não sai nada de jeito". Passei cerca de 1 ano ou 2 anos a dizer isso: não conseguia escrever, tudo o que escrevia saía mal, as palavras não ficavam bem juntas. Sei lá, inventava mil e uma desculpas sem nunca procurar o cerne da questão. Por exemplo, esta minha pausa de quase 7 meses em que ia escrevendo uma coisa aqui, outra ali: a razão não era porque não tinha ideias, gente o que não me faltava era ideias! A sério, tenho cerca de 30 rascunhos aqui no blog, mais uns talões que os clientes não queriam preenchidos com coisas aleatórias que me ia lembrando. Aliás, eu ia escrevendo, só não publicava e o verdadeiro motivo por isso é que o meu perfecionismo chegava ao ponto de me dizer "olha, X fez melhor que tu, que vais acrescentar ao que ele fez?" ou "sabes... Y conseguia melhor que isso, vê lá se melhoras nessas tuas expressões, não te sabes explicar por nada desta vida!".
             Há uma pressão exorbitante e um tanto paranóica de sermos os primeiros em tudo e de fazer tudo o mais completo e perfeito possível, sem erros e sem testes. A perfeição criou uma ambição tremenda na mente das pessoas que ao falhar uma vez já faz com que percam de vista a razão pela qual queriam tentar. E eu deixei-me levar por essa onda porque era o mais fácil para mim, invés de estar a combater a força natural de desistir. A minha insegurança impediu-me de continuar a fazer o que gosto e me dá vontade, o que fez com que eu perdesse a motivação para todos os outros aspetos da minha vida.
              Eu não tenho doutoramento em escrita, tampouco sou um génio que não comete erros. Tal como não sou perfeita a tirar fotografias, a pintar, a desenhar, a criar sites, a maquilhar. Posso ficar melhor e aprender mais sobre todas essas coisas, mas nunca serei perfeita e não há qualquer problema nisso. Qual seria a piada de saber tudo sobre todos os assuntos?
         Há demasiada preocupação em criar coisas perfeitas do que realmente partir para ação e simplesmente começar a criar. É por isso que eu procrastino muito, não é porque não tenho motivação ou ideias, é mesmo porque quero fazer algo perfeito e não quero estragar a visão que tenho e porque agora tudo que se diz é tido como errado por alguém. Enfim.
            Se é para retirar alguma coisa deste post é: faz, mesmo que não esteja perfeito. Mais vale fazer algo e depois ajustar, do que estar sempre à espera do "momento certo" que pode nunca vir acontecer. Queres escrever um livro? Queres começar uma empresa? Queres ser tatuador(a)? Queres viajar o mundo? Queres criar um website? Começa agora. Cria um plano para conseguires chegar ao teu objetivo, mas não passes a vida a planear, em algum ponto tens de começar agir.
              Adeus menina de planos, olá mulher de ação. Espero que estejas pronta para esta nova viagem. O Ano do Sim é agora. 

O meu rosto está molhado de todas as lágrimas que não param de cair. 
Qual é a sensação de estares aí em cima, nesse pedestal que criei para ti? Diz-me. Achas que consegues viver sem mim? Não te esqueças de quem te fez chegar onde estás. Fui eu, meu amor. Estás tão alto e olhas cá para baixo, só vês formiguinhas a andarem de um lado para o outro. Tem cuidado que a queda é demasiado grande, tão grande quanto a tua ignorância. Fui capaz de queimar -me para te aquecer, de esquecer-me para que pudesses lembrar-te de quem eras. Ingénua, eu sei. Eu não sabia melhor do que querer proteger-te de todo o mal. Tornei-me um escudo humano para uma rosa com espinhos: eras tão bonito, mas magoavas-me cada vez que me tocavas. Os teus demónios tornaram-se os meus, brincando com aqueles que já habitavam comigo. A tua opinião contava mais do que a minha, tudo o que eu dizia tu criticavas, esta relação era unilateral no que tocava ao apoio, as minhas iniciativas eram fracas e os meus projetos eram falhados. 
Vá, conta-me: como te sentes ao saber que fui eu que te pus aí em cima?
O teu orgulho é espada com duas pontas afiadas: magoa-me a mim, e a ti. Custa-te admitir que não conseguiste sozinho? Estou adorar saber que te sentes inseguro sem mim. Lembra-te de todas as vezes que me fizeste sentir da mesma maneira só porque querias ter controlo sobre mim. Lembra-te o quão irrelevante és sem mim, amor. Quem mais se importa contigo da maneira que eu me importo? Manipulavas-me da maneira que mais bem te entendia; criavas histórias em que eras o herói; embelezavas as minhas feridas, dizias tu, querendo apenas torná-las mais evidentes. Já percebi o teu jogo: perdeste. 
Uma relação de amigos com benéficos, exceto a parte de que eras meu amigo e que não tinha benefícios nenhuns. E desculpa se te tenho tratado no masculino, mas achei adequado, já que és o oposto de mim. Depressão, amiga, companheira, trai-me lá com a ansiedade, vocês merecem-se. Já eu, eu ganhei, mas acima de tudo, ganhei-me de volta de ti. São lágrimas que caem, mas são lágrimas de orgulho.
            Recentemente a Ana Arantes, uma youtuber que sigo fielmente por causa da sua genuinidade, criatividade e constante inspiração que me dá, fez um vídeo a falar sobre "Gente que faz coisas legais". Resumidamente, o vídeo transmite projetos que os seus amigos e familiares têm criado e dos quais ela se orgulha de os partilhar. Achei essa ideia incrível e muito boa.
Inconscientemente, eu já queria ter feito algo do género por causa do post que já tinha criado sobre as pessoas que me inspiram, só não tinha concretizado bem o que fazer. É claro que as coisas com vídeos e gráficos ficam extremamente mais interessantes e cativantes para o público; ainda assim, espero que chegam à raiz deste post que é partilhar projetos giros que assisto e que acho incrível as pessoas o fazerem.
            Além disso, honestamente, isto é uma forma de mostrar pessoas por quem estou feliz por estarem a trabalhar nos seus trabalhinhos à parte da Universidade ou do trabalho pessoal que já têm. Inspira-me ver estas pessoas a continuarem com os seus hobbies porque querem fazer algo de concreto com eles e não custa nada partilhar o que eles fazem e promover a sua arte. Deixa-me extremamente feliz por poder fazê-lo e deixa-me ainda mais feliz esta gente estar a fazer coisas que gostam.

1. @hekaterine_ AKA Catarina Dias
Uma amiga muito especial para mim criou uma conta no instagram para partilhar os seus gráficos e desenhos. Ela tem um estilo muito pessoal o que é algo que adoro imenso na sua arte, especialmente porque são fofinhos, mas mauzões ao mesmo tempo? Não sei explicar bem. Além disso, ela aceita sugestões e comissões! É só falar com ela por mensagem e faz um desenho incrível a vosso gosto!
Ela está a tentar criar uma história/mini-conto com algumas personagens que criou e seria muito giro ter feedback!

2. DIVULSE AKA Bruno Silva
Um amigo meu do secundário decidiu criar uma loja de acessórios femininos e masculino. Já começou há 2 anos e é incrível a proporção que tenho visto a ideia dele ganhar. Além dos acessórios serem lindos, ele está a crescer imenso e precisa, agora, de pessoas que estejam dispostos a revender os produtos. Alguns são feitos à mão, outros não, mas são todos lindos de morrer.

3. @anamontalverne AKA Scorpio do Wattpad
A Scorpio (porque não a quero tratar pelo nome dela, visto que usa um pseudonimo por alguma razão) tem um talento natural para a escrita, minha gente. Acreditem em mim quando digo que a imaginação dela vos faz explodir com o cérebro. Ela criou, recentemente, um instagram para divulgar excertos do que escreve, apesar de ela ter uma conta no Wattpad (saudades destes tempos) onde podem encontrar a escrita dela com mais detalhe e histórias incríveis.

Caso decidam visitar as pessoas, não se esqueçam de dizer que vêem daqui e não se esqueçam de mostrar o vosso apoio, também, ao seguir a motivação desta gente!
Espero que tenham gostado! Como sempre, deixem a vossa opinião nos comentários e podem deixar também ideias para novos posts. Podem seguir-me no twitter e no instagram e carregar no "seguir" ali do lado para receberem notificação de quando publico. Partilha o post se gostaste e não te esqueças de me identificar se o fizeres!
Obrigada por continuarem até aqui,
Até já, Rainers!
               Queria continuar neste tema de amor próprio e de cuidar de nós mesmos com um dia de spa que costumo fazer para me sentir melhor. Era suposto fazer este post de maneira muito diferente, mas não consegui tirar as fotografias da maneira que queria e, para não perder a oportunidade de publicar, fiz de outra forma. Além de que o que me importa é poder partilhar convosco algumas dicas e sugestões de como podem passar um dia, tarde ou noite convosco e como podem mostrar amor ao vosso corpo.
               Comecei a tarde a dar uma caminhada com o meu cão e, honestamente, soube-me pela vida! Eu já me tinha esquecido do quão bom é praticar exercício e ter aquele momento só para mim, com a natureza e com os meus pensamentos. O sol quentinho a bater-me na cara e a aquecer-me a alma (e a fazer-me suar) deixou-me logo bem disposta apesar de não o estar totalmente.
Cheguei a casa e fui tomar banho e tratar do meu corpo, da minha face e do meu cabelo que bem estavam a precisar. Apesar de estar a dizer que é um dia de tratar de mim, eu faço isto quase sempre que lavo o cabelo porque sabe demasiado bem só para fazer uma vez por semana, ou uma vez por mês. Tenho tentado cuidar o melhor de mim possível, também porque sentir-me bem por fora faz-me sentir bem por dentro também.
               O meu shampoo mudou e tem sido uma bênção para o meu cabelo. Como sabem, ele é oleoso na raíz e seco nas pontas, o que torna difícil lidar com ele. Porém, este shampoo permite lavar o cabelo a um nível ótimo e não tem silicones, o que é bastante bom. O facto de ter um cheirinho bom também ajuda a gostar dele, como é óbvio.
               Para o corpo comecei por esfoliar a pele para retirar as partes mortas, usando este esfoliante corporal da Primark que comprei há pouco menos de uma semana. O cheiro não é dos meus favoritos, mas funciona mesmo, mesmo bem! Deixa-me imediatamente a pele suave!
               Voltando ao cabelo, tenho usado uma máscara que comprei no Poupero de Famalicão (mas também há em Barcelos, pelo que me disseram) e é igualmente boa! Deixa-me o cabelo cheiroso e hidratado, tal como promete. É composto por óleos de Aragão que já não é novidade que são dos meus cheiros favoritos.
               Para limpar a cara uso aquela luva branca da Primark, também, que me tem ajudado a reduzir o número de toalhitas que uso. Sinto mesmo que não preciso de me certificar que a maquilhagem saiu toda porque a luva limpa bem, com apenas água. No entanto, uso um desmaquilhante da Cien para ajudar, apesar de não gostar muito dele. A outra luva veio num kit de banho/massagens que me deram no natal e ao primeiro até a ignorei porque não sabia para que funcionava, mas agora tenho adorado. Ajuda a dar um extra esfoliamento à pele e sabe bem.
               O meu condicionador é da Tresemmé e não tenho nada a dizer além de que é muito bom, pelo menos para o meu cabelo. Realmente hidrata e deixa-o suave, o que é um extra porque já uso a máscara para cabelo.
               O esfoliante de cara ainda é o mesmo porque estou a tentar acabar com ele para poder comprar um amigo dos animais e do ambiente, se for possível. Apesar de tudo, o da Garnier faz o que promete e é bom, isso não se pode negar.
               Após o banho, começa a hidratação da pele com o mesmo produto de rosto que já referi antes: Aqua Cien. Não tenho razões para trocar, como é óbvio. É refrescante e hidrata, deixando-me a cara super suave.
               O creme corporal é da Avon da linha de restaurar a pele e cheira a côco! Ao primeiro não gostava do cheiro, mas agora até adoro, sinceramente. É extremamente hidratante, sem dúvida, mesmo que o use de dois em dois dias a pele continua hidratada e cheirosa.
               Acabo isto com o uso de Vaselina nos lábios e o meu sérum de cabelo, igualmente mencionado anteriormente na minha lista de favoritos de beleza.
O resto do dia ideal seria poder ler, escrever e estar com o meu namorado em paz e sossego, mas isso só é possível às vezes então, pronto.
               A moral deste post é que deve-se tratar do exterior com amor e carinho, assim como tratar dessa maneira o interior. Só temos um corpo e uma mente por vida, temos de os aproveitar e tratar deles da melhor forma possível.
               Amem-se, <3.

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Obrigada por continuarem até aqui,
Até já, Rainers!

Querida Marta de 2024,

Espero que estejas bem. Espero genuinamente que estejas mais feliz ou que te sintas mais realizada, pelo menos. Passaram-se 5 anos, muita coisa mudou, tenho a certeza. 
Se estás a ler isto é porque ainda guardaste este pedaço de papel para te lembrares o que a miúda de 21 anos tinha para te dizer.
Espero que tu e eu sejamos pessoas diferentes mas que tenhas mantido a tua essência. Mal posso esperar para ver naquilo que te tornaste, na melhor versão de nós, espero. Lembra-te de que a única comparação verdadeira que podes fazer é contigo mesma e lembra-te de seres gentil contigo, tu mereces ser a tua melhor amiga.
Espero que estejas a seguir a tua paixão como carreira e que tenhas, finalmente, ingressado nos mil e um projetos que tinhas em mente. De que adianta eles só existirem dentro da tua cabeça se eles nasceram para saltar cá para fora?
Espero que mantenhas as amizades que te fizeram crescer e ser melhor e que continues com a pessoa maravilhosa que encontraste para te complementar. Não os deixes ir embora, deixa ir quem não te faz falta apenas. 
Espero que aqueles que não estiveram lá para ti tenham estado lá para outras pessoas, pelo menos, e que os perdoes por te terem falhado mesmo quando prometeram estar sempre presentes.
Espero que, consequentemente, consigas perdoar--te por teres confiado cegamente em quem não devias e que não sejas tão dura contigo mesma por causa dos erros dos outros. É a vida e, apesar da pessoa não ser indicada para a tua vida, não quer dizer que a culpa é tua. Há pessoas que só aparecem para nos fazer dizer "amo-te" a nós mesmos já que nos custa tanto dizê-lo. Perdoa-os também, de verdade mesmo! Quem não esteve presente, quem te magoou, quem te fez duvidar de ti mesma, quem te respondeu mal, quem te desejou mal. A culpa não é tua, eles ainda estavam a nadar no mar do auto-conhecimento e não entendiam o poder das suas ações. Compreende e perdoa, por ti e pela tua sanidade. 
Espero que deixes os teus medos para trás miúda porque caramba, sair da tua zona de conforto é a melhor coisa que podes fazer. Aventura-te e desafia-te porque apenas acontecem coisas boas. Caso não aconteçam, contam como experiências e sabedoria obtida.
Espero que tenhas concluído todos os objetivos da tua lista de desejos, espero que, pelo menos, tenhas tentado. Eu sei que dizes que é impossível ou que não vais conseguir, ou tens receio de falhar, mas olha bem o que conquistaste aos 21 anos, imagina o que conseguirás aos 26. Tens o mundo nas tuas mãos, molda-o como queres. Se houver nem 1% de possibilidade de conseguires, então fá-lo.
Pára de viver na tua bolhinha de perfeição e de autocrítica, sabes perfeitamente que quando a tua mente é livre funcionas melhor e senteste ainda melhor. 
Espero que comeces a tratar melhor de ti, física e mentalmente, pelo que tu mereces coisas boas e mereces tirar um tempo para ti sem te sentires culpada. Desculpa por não tratar bem de ti como devia: eu sei que são 21 anos de negligencia, ainda assim, acho que vamos a tempo de mudar isso. Que tal um dia especial para nós? Um bom banho com direito a esfoliante e hidratante, um bom livro com um chá a acompanhar. Algo que te faça parar para respirares e olhares por ti.
Espero que aos 26, ao menos, pares de ligar à opinião dos outros e comeces a dar mais importância à tua. Ouve-te, ouve a tua intuição. Ninguém vive melhor a tua vida do que tu. Ama-te. Por favor, aprende a amar-te, cada pedaço de imperfeição, cada atalho à tua vulnerabilidade, cada retrato de quem tu és. Deixa-te amar a ti mesma sem medos e deixa que te amem.
Vê se recolhes novos conselhos para me dares enquanto chego até ti para tentar cometer erros mais inteligentes. Aperfeiçoa-te da maneira mais imperfeita que existe. Fica bem.
Com amor,
A Marta de 2019.


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Obrigada por continuarem até aqui,
Até já, Rainers!

☂ de mim, para mim.

by on fevereiro 08, 2019
Querida Marta de 2024, Espero que estejas bem. Espero genuinamente que estejas mais feliz ou que te sintas mais realizada, pelo menos...

É, eu estou viva. 

Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa pela qual parei de escrever.
Estava a ir tudo bem, eu tinha posts planeados, tenho alguns prontos a publicar, inclusive, mas sinto que não estão bons o suficiente para os colocar ao mundo da Internet e, sinto, honestamente, que ninguém os lê. Eu comecei esta coisa de blogs em Outubro de 2010 (tive uma participação num blog sobre Twilight por volta de 2008, 2009), ou seja, vai fazer nove anos que estou por dentro deste lugarzinho acolhedor.
Não tenho quaisquer posts desse tempo, mas tenho a memória presente de que eu chegava a publicar cerca de 5 vezes ao dia só com frases ou pensamentos aleatórios porque o blog era o meu diário virtual. Eu tinha uma liberdade de expressão que agora temo porque não quero criar impressões erradas de mim quando não me consigo expressar corretamente ou porque tenho medo de me abrir porque tem gente do meu dia-a-dia que lê um post entre outro e comenta na vida real sobre ele e eu fico embaraçada, morro de vergonha. E acho que é mesmo incrível como antes eu não tinha tanta apreensão quando se tocava a partilhar os meus sentimentos com estranhos da web e era tão fácil para mim escrever apenas uma linha e publicá-la só por que sim.
Desde que troquei aqui para o Blogger eu tentei trazer essa versão antiga de mim para o presente e tentei criar algum tipo de vulnerabilidade que não me fizesse sentir exposta a todo o tempo e consegui um bocado, mas não foi o suficiente, não da maneira como eu esperava. Sinto que estou a criar conteúdo para que seja visualizado, invés de criar conteúdo que eu goste. Muitas vezes sentia-me pressionada a fazer posts que eram 80% daquilo que eu queria, mas porque sabia que ia ter visualizações. O pior é que eram visualizações vazias - sem qualquer feedback, seja negativo ou positivo. Eu chegava a publicar duas vezes por semana com conteúdo meio meh porque queria atenção, honestamente - e isto soa tão mal por dizê-lo, mas é a verdade.
Recentemente percebi que aquilo que eu gostava de fazer encontra-se aqui e na minha escrita, ser Criadora de Conteúdo e partilhar as minhas experiências e motivar e inspirar e criar uma comunidade pequenina, mas boa com um ambiente de bondade e honestidade. Falhei. Falhei porque não consigo revelar-me sem sentir que estou a mostrar demasiado, ou sem sentir que alguém da minha vida vai ficar chateado comigo por falar neles ou por falar em experiência más que me aconteceram e eles estiveram presentes nelas sem os ofender.
Não consigo ser falar sem que me sinta culpada por estar a escrever uma tese sobre um assunto que me apaixona ou sem achar que estou a ser básica com a minha escrita e devia ser melhor porque tenho uma licenciatura ou achar que o que escrevo é irrelevante porque já há e houve outras pessoas a escreverem o mesmo e melhor ou o facto de não estar na hospedagem certa e não ter um layout que goste afetou tanto que me deixou impressionada com a quantidade de coisas pequeninas que me fizeram parar. Esta constante comparação desmotivou-me tanto ao ponto de cada postagem nova que eu abria, escrevia e editava não ficava como eu queria, ou seja, tenho cerca de 49 artigos em rascunho neste momento, espero não fazer deste o meu artigo número 50.
Eu tenho mil e um projetos que pensei e estou a organizar, e para mim seria muito bom realizá-los, mas, novamente, a comparação impede-me de uma maneira incrível. E isto aconteceu a nível profissional, com os meus hobbies e até na minha pessoal e nas aprendizagens que tinha em continuação. Deixei que os meus receios tomassem conta da minha vida porque tenho medo de falhar e não ser boa naquilo que quero fazer - esqueci-me que a única comparação que devo fazer, é comparar-me com o "eu" de ontem. Deixei-me levar por ideias sobre pessoas que já fazem as coisas há mais tempo do que eu.
Acho que Janeiro serviu e está a servir para uma introspeção intensiva e para perceber o que quero e como quero fazer as coisas. Honestamente, este mês está a ser todo um processo de organização e auto-conhecimento, uma mistura de harmonia e leveza que não tinha há já algum tempo na minha vida e estou grata a mim mesma por me deixar despir de preocupações que não consigo mudar ou controlar. Serviu para entender que a única coisa que posso controlar é a maneira como reajo às situações e que só posso mudar a mim mesma. E tem sido maravilhoso saber que há este outro mundo em que eu consigo ser consciente e compreensiva comigo mesma - quem diria, não é verdade?
Enfim. Espero que consiga finalmente superar-me e que continue a ser um bocado de quem eu era, sinto saudades disso. E obrigada à leitora que veio falar comigo no instagram a perguntar-me porque não andava a publicar no blog! Isso fez-me mesmo feliz, juro. Se estiveres a ler isto, muito obrigada novamente!

Não sei muito bem como me despedir disto e o que dizer a seguir, então, até já!

☂ a minha pausa.

by on janeiro 23, 2019
É, eu estou viva.  Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa p...